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Dólar salta 1% e volta a valer R$ 3,80

Alta levou moeda norte-americana ao maior nível desde 19 de julho, quando terminou o dia cotada a R$ 3,84

Economia|Do R7

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Dólar marcou R$ 3,82 na máxima do dia
Dólar marcou R$ 3,82 na máxima do dia

O dólar encerrou esta quinta-feira (9) em alta de 1% e retomou o patamar de R$ 3,80 diante de um ambiente de maior cautela com a cena eleitoral local e os desdobramentos da guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros.

Na sessão, o dólar avançou a R$ 3,8034 na venda, maior nível desde 19 de julho, quando terminou o dia negociada a R$ 3,8448. Na máxima, foi a R$ 3,8225. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,8%.


"O Brasil está entrando num momento ímpar e parece que os players do mercado em seus diversos segmentos estão num 'corner'", diante de "tantas incertezas e dúvidas" no noticiário diariamente, disse o economista Sidnei Nehme, sócio da NGO Corretora, em comunicado para clientes.

Aumento dos salários do STF deve custar R$ 4 bi nas contas públicas


As informações sobre a corrida eleitoral ganham ainda mais importância diante das perspectivas para a atividade econômica e para as contas públicas que hoje se mostram mais desafiadores do que no passado recente, completou Nehme.

O mercado também não gostou da notícia de que os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) aprovaram na véspera aumento de 16,38% nos próprios salários a partir de 2019, encaminhando a proposta ao Ministério do Planejamento, o que deverá gerar efeito cascata em todo o Judiciário.


Se confirmada, a proposta implicará em gasto adicional total de R$ 4 bilhões em 2019, a ser incorporado como despesa de pessoal, de execução obrigatória, segundo cálculos das consultorias de Orçamento da Câmara dos Deputados e do Senado.

Segundo o levantamento, a União será impactada em R$ 1,4 bilhão e os Estados em R$ 2,6 bilhões, caso a elevação seja aprovada pelo Congresso Nacional. A meta de déficit primário do próximo ano é de R$ 139 bilhões.


"Aparentemente, os poderes não intuíram a gravidade da situação fiscal brasileira", afirmou o economista-chefe do Home Broker ModalMais, Alvaro Bandeira.

No exterior, o dólar subia ante a cesta de moedas e também sobre a maioria das divisas de países emergentes, diante da percepção de que a intensificação na guerra comercial entre os Estados Unidos e a China afetaria mais as economias voltadas para a exportação.

O dólar disparava ante a lira, diante de preocupações de que preocupações de que a Turquia estaria iniciando uma ampla crise econômica, subia forte ante o rublo, depois de novas sanções dos EUA.

O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 4.800 swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando US$ 1,68 bilhão do total de US$ 5,255 bilhões que vence em setembro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

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