Economia Dólar salta 1,5% e termina a quinta-feira negociado a R$ 5,45

Dólar salta 1,5% e termina a quinta-feira negociado a R$ 5,45

Valorização da moeda norte-americana ocorre após sinais de que a maior economia do mundo se recupera rapidamente da crise

Reuters
Dólar oscilou entre R$ 5,36 e R$ 5,46 na sessão

Dólar oscilou entre R$ 5,36 e R$ 5,46 na sessão

Pixabay

O dólar fechou em firme alta de 1,5% ante o real nesta quinta-feira (4), em dia de alta global da moeda norte-americana guiado pela percepção de maior atratividade dos mercados nos Estados Unidos, após sinais de que a maior economia do mundo está se recuperando mais rapidamente da crise gerada pela pandemia.

Na sessão, a moeda norte-americana encerrou em alta de 1,49%, para R$ 5,4496. Na máxima, foi a R$ 5,4576 (+1,64%), depois de na mínima recuar a R$ 5,3562 (-0,25%).

O dólar ganhava contra 29 de seus 33 principais rivais. O índice da moeda dos EUA bateu máximas em dois meses. Enquanto isso, as bolsas de valores em Wall Street subiam cerca de 0,9% no fim da tarde.

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No exterior, pares do real operavam em queda, com destaque para a baixa de 1,1% do peso mexicano. Dentre as principais moedas, o euro tinha o pior desempenho, em baixa de 0,6% no dia e estendendo para 3,1% a perda acumulada desde o pico de um mês atrás.

No pano de fundo o mercado tem analisado a ausência de falas mais explícitas sobre cortes de gastos por parte das novas lideranças do Congresso, embora a leitura geral seja de que eventuais novas despesas viriam acompanhadas de contrapartidas fiscais.

O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego diminuiu na semana passada, e as novas encomendas de produtos fabricados nos Estados Unidos subiram mais do que o esperado em dezembro, conforme dados divulgados nesta quinta. "O relatório de empregos dos EUA amanhã deve sugerir mais ainda que o pior da queda econômica pode já ter ficado para trás", disse o Wells Fargo em nota.

Dados mais fortes nos EUA são positivos para mercados de risco, mas, num momento de economias abaladas em todo o mundo, podem reforçar a percepção de refúgio atribuída aos ativos norte-americanos, o que, na prática, pode levar investidores a tirar recursos mercados emergentes, como o Brasil, e levá-los aos EUA. E mesmo a perspectiva de elevação dos juros no Brasil ainda parece insuficiente para levar a moeda brasileira a reverter as fortes perdas do ano passado.

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