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Dólar sobe 0,25% e fecha o dia valendo R$ 3,13

Moeda norte-americana acumulava queda de 3,24% entre o fim da semana passada e ontem

Economia|Do R7

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Cotação do dólar já vinha caindo há dois pregões consecutivos
Cotação do dólar já vinha caindo há dois pregões consecutivos

O dólar fechou em leve alta em relação ao real nesta terça-feira (14), com investidores aproveitando para comprar divisas após dois dias de quedas que somaram mais de 3%, mas números fracos sobre a economia norte-americana limitaram o avanço.

A moeda norte-americana subiu 0,25%, a R$ 3,1385 na venda, após perder 3,24% nas duas sessões anteriores. "Quando há um movimento súbito como o das duas últimas sessões, todo mundo aproveita o ímpeto, é natural", disse o superintendente de câmbio da corretora Tov, Reginaldo Siaca.


A moeda dos EUA recuou firmemente nos últimos dias, reagindo ao acordo entre a Grécia e seus credores que deve manter o país na zona do euro e, na véspera, a um fluxo de entrada relacionado a exportadores.

Nesta sessão, a divisa chegou a dar continuidade ao movimento, embalada por apostas de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, pode postergar o aumento dos juros diante de dados econômicos fracos. As vendas no varejo norte-americano recuaram 0,3% no mês passado, resultado mais fraco desde fevereiro.


"O Fed deixou claro que vai se basear nos dados para decidir sobre os juros, e os dados de hoje vieram fracos", disse o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo.

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A continuidade dos juros baixos nos EUA manteria a atratividade de ativos de outros países, atraindo recursos para o Brasil. Nesse contexto, o dólar chegou a recuar a R$ 3,1118 na mínima do dia, logo após a divulgação dos dados, mas o movimento perdeu ímpeto ao longo da sessão, tanto aqui quanto nos mercados externos.

Os mercados financeiros têm apontado que a alta de juros nos EUA deve acontecer até o fim deste ano, embora alguns apostem que virá apenas no ano que vem. Já economistas consultados em pesquisas da Reuters têm mantido suas previsões de que o aperto monetário começará em setembro.


Internamente, o mercado continuou concentrado nas discussões sobre eventuais mudanças nas metas fiscais do governo brasileiro. A decepção com a arrecadação nos últimos meses, em meio à forte desaceleração econômica, tem alimentado expectativas de que o governo pode ser obrigado a entregar um superávit primário menor que o anunciado previamente.

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O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, afirmou nesta terça-feira que o governo discute fixar uma banda para a meta de superávit primário, em meio a dificuldades no cumprimento do objetivo fiscal. A meta da economia para pagamento de juros da dívida é de R$ 66,3 bilhões neste ano, equivalente a 1,1% do PIB (Produto Interno Bruto).

"O governo precisa achar um ponto de equilíbrio, entregar uma meta factível mas que ainda demonstre comprometimento", disse o operador de uma corretora nacional, sob condição de anonimato.

Nesta manhã, o Banco Central vendeu a oferta total no leilão de rolagem de swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares. Com isso, repôs ao todo o equivalente a US$ 2,748 bilhões, ou cerca de 26% do lote de agosto, que corresponde a US$ 10,675 bilhões.

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