Dólar sobe 0,3% ante o real e fecha em R$ 2,35
Moeda norte-americana teve pequena elevação após redução dos estímulos nos Estados Unidos
Economia|Do R7

O mercado de câmbio amanheceu nesta quinta-feira (19) inundado por notícias importantes, como o início da redução dos estímulos nos Estados Unidos e a extensão do programa de intervenções do Banco Central brasileiro, mas o dólar fechou o dia apenas com leve alta ante o real e, na avaliação de especialistas, não deve mostrar grandes oscilações no curto prazo.
A definição desses dois cenários trouxe alívio aos investidores, que passaram a ter mais previsibilidade para os negócios.
De acordo com o superintendente de câmbio da corretora Advanced, Reginaldo Siaca, para quem o cenário atual de notícias não tem nada de ruim, a tendência é de o dólar ficar mais estável, em torno de R$ 2,30, R$ 2,35.
A moeda norte-americana avançou 0,33%, para R$ 2,3503 na venda. Frente a uma cesta de divisas, o dólar avançava 0,61%. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,8 bilhão (cerca de R$ 4,24 bilhões).
A expectativa no mercado era que o dólar reagiria com uma alta mais forte à decisão do Federal Reserve de reduzir o programa de compra de ativos. "Aparentemente, aquela fumada que a gente esperava não veio. O corte não foi violento e agora a gente já sabe que o ritmo vai ser lento", afirmou um operador de câmbio que pediu anonimato.
Com o mercado de dólar à vista fechado, o banco central norte-americano decidiu iniciar seu processo de redução dos estímulos, mas deixou claro que as taxas de juros do país continuarão próximas de zero por muito tempo, o que traz mais tranquilidade aos mercados.
Atuação Cambial
O BC brasileiro anunciou na noite de quarta-feira (18) a extensão de seu programa de intervenções no mercado cambial até meados de 2014, mas reduzindo a oferta de hedge e liquidez.
O corte na proteção foi maior do que alguns esperavam mas, mesmo assim, a perspectiva de que o BC continuará presente nos mercados de câmbio deu alento aos investidores.
Segundo o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, seguindo o raciocínio de que o BC vai continuar garantindo liquidez e proteção, pode ser que o mercado aposte em uma alta mais comedida do dólar.
Incluindo as intervenções anteriores neste ano, o montante de swaps cambiais ofertados pelo BC deve atingir US$ 100 bilhões (cerca de R$ 235,79 bilhões) até o fim de 2013 e US$ 120 bilhões (cerca de R$ 281,87 bilhões) até junho de 2014.
No entanto, a autoridade monetária reiterou que realizar operações adicionais caso necessário. Segundo Galhardo, isso pode abrir margem para que investidores empurrem as cotações do dólar para novas altas de forma a testar a disposição do BC para atuar.
Nesta manhã, o BC deu continuidade às suas intervenções diárias, vendendo 2.250 contratos de swap cambial tradicional com vencimento em 5 de março de 2014 e outros 7.750 papeis para 1º de julho, com valor equivalente a US$ 495,8 milhões (cerca de R$ 1,16 bilhão).
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À tarde, o BC vendeu ainda a oferta total de 20 mil swaps tradicionais na nona etapa de rolagem dos contratos que vencem em 2 de janeiro. Com isso, já rolou cerca de 90% do lote total, equivalente a US$ 9,93 bilhões (cerca de R$ 23,32 bilhões).















