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Dólar sobe 0,51% ante real e fecha em R$ 2,31

Moeda norte-americana avançou 2,71% no acumulado da semana

Economia|Do R7

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Moeda norte-americana teve alta de 2,71% nesta semana
Moeda norte-americana teve alta de 2,71% nesta semana

O dólar avançou 0,51% ante o real e fechou em R$ 2,3185 na venda nesta sexta-feira (8), sob a expectativa de que o programa de estímulos do banco central dos Estados Unidos possa começar a ser reduzido em breve diante de dados positivos sobre o mercado de trabalho norte-americano.

Na máxima do dia, a moeda norte-americana chegou a disparar 1,73%, a R$ 2,3465, movimento que perdeu força na parte final do pregão por correções. Na semana, o dólar acumulou alta de 2,71% ante o real. Segundo dados da BM&F, o volume de negociação ficou em cerca de R$ 2,7 bilhões (US$ 1,2 bilhão).


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O superintendente de câmbio da Advanced Corretora, Reginaldo Siaca, comentou que o banco central norte-americano acena para reduzir os seus estímulos.


— Ao que parece, o Fed está prestes a diminuir o programa de estímulo. Isso deixa o mercado nervoso.

Pela manhã, dados melhores do que o esperado sobre o emprego nos Estados Unidos levaram o dólar a registrar forte alta ante o real. A criação de empregos nos EUA acelerou inesperadamente em outubro, apesar da paralisação temporária do governo. Os empregadores abriram 204 mil novas vagas no mês passado, bem acima de expectativa de pesquisa da Reuters de criação de 125 mil postos de trabalho.


O gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, afirmou que as expectativas apontam para uma redução nos estímulos do Fed.

— Os índices norte-americanos estão dando o tom do mercado. O pessoal estava esperando a divulgação do 'payroll' para tomar suas decisões e, agora que ele saiu melhor que o esperado, voltaram as perspectivas de que o Fed irá antecipar a redução dos estímulos para dezembro.


Os dados do mercado de trabalho são uma das principais variáveis econômicas que o Fed analisa para direcionar seus próximos passos de política monetária. Hoje, ele injeta US$ 85 bilhões por mês para estimular na economia norte-americana, e parte destes recursos costuma migrar para países emergentes em busca de rendimentos maiores.

Com os sinais de recuperação da maior economia do mundo, crescem as apostas de que o banco central do país vai começar a retirar seus estímulos em breve, ainda neste ano, o que diminuirá a liquidez nos mercados.

Fiscal brasileiro

A apreensão com a situação fiscal brasileira também vem pesando sobre os mercados, uma vez que contamina o país aos olhos dos investidores. Na quinta-feira passada, foi divulgado o resultado primário de setembro do setor público consolidado, com déficit recorde de 9 bilhões de reais e que colocou em xeque até mesmo o cumprimento da meta ajustada deste ano, de 2,3% do PIB (Produto Interno Bruto).

De lá para cá, o dólar registrou fortes altas diárias, influenciando também o mercado de juros futuros pelo seu potencial inflacionário.

Mesmo assim, especialistas ainda não acreditam que o Banco Central brasileiro possa ampliar a sua atuação no mercado de câmbio para evitar mias altas nos preços.

O operador de câmbio da B&T Corretora, Marcos Trabbold, afirmou que o dólar muito alto prejudica o País.

— Se o BC entrasse de novo no mercado seria bom, mas acho difícil ele fazer isso, até porque ele já oferta os leilões diários. O dólar muito alto é inflacionário, o que prejudica o Brasil, por isso acho que o BC deveria entrar.

Nesta manhã, o BC realizou mais um leilão de linha previsto em seu cronograma de atuações diárias, com a venda de até US$ 1 bilhão com taxa de recompra de R$ 2,347416 em 4 de fevereiro de 2014.

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