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Dólar sobe 1% ante real e fecha por R$ 2,37 com retomada do crescimento dos EUA

Na máxima desta quinta-feira (29), a cotação chegou a R$ 2,38

Economia|Do R7

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Há dois anos, a divida norte-americana valia apenas R$ 1,60
Há dois anos, a divida norte-americana valia apenas R$ 1,60

O dólar fechou com alta de cerca de 1% ante o real nesta quinta-feira (29), diante de expectativas de redução do estímulo monetário nos Estados Unidos após a maior economia do mundo acelerar a expansão no segundo trimestre.

A divisa norte-americana reduziu a alta poucos minutos antes do fechamento após o Banco Central anunciar que fará, na sexta-feira (30), mais um leilão de swap cambial tradicional - equivalente a venda futura de dólares. As condições serão divulgadas durante a manhã do mesmo dia, informou o BC, num leilão que está fora do cronograma original do programa de intervenção diário.


O dólar ganhou 0,94%, para R$ 2,37 reais na venda, após tocar, na máxima do dia, a cotação de R$ 2,3827. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,72 bilhões.

A economia dos EUA acelerou de maneira mais rápida do que o esperado no segundo trimestre, reforçando o cenário para que o Federal Reserve, banco central do país, reduza seu programa de estímulo econômico em breve. O gerente de análise da XP Investimentos, Caio Sasaki, afirmou:


— Com a saída do dado do PIB (dos EUA), o dólar acelerou frente a outras moedas e com isso o real acompanha o movimento lá de fora

A notícia impulsionou as cotações do dólar globalmente. Um índice que acompanha a variação da divisa dos EUA contra uma cesta de divisas atingiu a máxima em duas semanas, enquanto o euro perdia 0,71% em relação à moeda norte-americana.


O dólar teve forte oscilação nesta quinta-feira. Abriu em queda, subiu com o dado dos EUA, e depois perdeu fôlego ante o real reagindo a entradas pontuais de investidores estrangeiros.

Mais cedo, o BC havia vendido o lote integral de 10 mil contratos de swap cambial com vencimento em 2 de dezembro de 2013, conforme previsto em seu programa de intervenções diárias.


Durante a tarde um leilão de linha - venda de dólares com compromisso de recompra - para rolar contratos que venciam na segunda-feira. A autoridade monetária ofertou até US$ 1 bilhão nos leilões de linha em dois lotes, mas não aceitou nenhuma das ofertas de investidores.

Analistas e operadores vinham creditando ao programa de intervenção diário do fato de o dólar ter registrado sucessivas quedas ante o real nos últimos dias, apesar das expectativas em relação à decisão do Federal Reserve na reunião de 17 e 18 de setembro e com a possibilidade de os Estados Unidos iniciarem uma ação militar na Síria.

Mas agora levantam a possibilidade de saída de investidores do país caso se confirme a expectativa de um ataque à Síria no mesmo momento em que a economia dos EUA mostra sinais de estar melhorando, causando mais estresse no câmbio.

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