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Dólar sobe 1% ante real, mas fecha semana em queda

Cotação ficou em R$ 2,42 ao final do pregão desta sexta-feira

Economia|Do R7

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Giro financeiro ficou em R$ 1,9 bi, segundo a bolsa
Giro financeiro ficou em R$ 1,9 bi, segundo a bolsa

O dólar subiu 1% ante o real nesta sexta-feira (10), impulsionado por pesquisas eleitorais mostrando a presidente Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) em empate técnico e pelo quadro externo negativo, mas ainda fechou a semana em queda, interrompendo quatro altas semanais seguidas.

Parte do mercado apostava em uma vantagem maior do tucano, que é preferido pelos investidores porque promete uma postura mais ortodoxa. 


O mercado financeiro é crítico à política econômica do governo que interferia demais na economia e faria pouco esforço para cumprir metas como o superávit primário (economia do governo para juros de dívidas de títulos públicos a bancos, por exemplo).

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A moeda norte-americana avançou 1,07% ante o real, a R$ 2,4236 reais. Na semana, acumulou queda de 1,55%, após valorizar-se quase 10% ao todo nas quatro semanas anteriores. Na máxima, atingida nos últimos minutos do pregão, a divisa chegou a R$ 2,4265 reais.


Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de R$ 1,9 bilhão (US$ 800 milhões) nesta sessão.

As primeiras pesquisas do Datafolha e do Ibope para o segundo turno mostraram Dilma e Aécio em empate técnico. Ambos os levantamentos apontaram o candidato do PSDB com 51% dos votos válidos, contra 49% da atual presidente.


Nesta semana, pesquisas de outros institutos pouco monitorados pelo mercado haviam indicado vantagem maior do tucano, que é preferido pelos mercados por prometer uma política econômica mais ortodoxa.

O o tesoureiro da corretora Icap, Arlindo Sá, fala sobre os boatos.

— Ontem, chegamos a ouvir boatos de vantagem de 7 pontos (percentuais) para o Aécio.

A cena eleitoral, afirmam os especialistas, vai continuar sendo a tônica das próximas semanas e gerando volatilidade nos mercados, em meio à acirrada disputa eleitoral.

Cenário externo

No exterior, a alta do dólar foi sustentada também por preocupações com o crescimento global, que ganharam mais um reforço na última hora do pregão. A agência de classificação de risco Standard & Poor's revisar a perspectiva da nota da França para "negativa", ante "estável".

Em relação a uma cesta de moedas, a moeda norte-americana subia 0,47%, enquanto o índice acionário norte-americano Standard & Poor's 500.

Para o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo, o dólar tem subido bastante no exterior nas últimas semanas.

— Não está dando sinais de trégua. O mercado aqui também precisa se ajustar a isso.

O quadro negativo global também é corroborado pela perspectiva de que os juros norte-americanos não devem continuar baixos por muito tempo. Nesta sexta-feira, o presidente do Federal Reserve de Dallas, Richard Fisher, afirmou que possivelmente chegou a hora de abandonar a promessa de manter as taxas de juros quase zeradas por um "tempo considerável" após a conclusão do programa de compra de títulos do banco central dos EUA.

Juros mais altos na maior economia do mundo poderiam atrair recursos aplicados em outros países, como o Brasil.

Para o operador de câmbio da corretora Intercam Glauber Romano, existe "conjunção da fatores ruins".

— O crescimento lá fora está fraco, temos o fator Fed e uma quantidade grande de incertezas geopolíticas.

Nesta manhã, o Banco Central vendeu a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares, pelas atuações diárias. Foram vendidos 3,5 mil contratos para 1º de junho e 500 para 1º de setembro de 2015, com volume correspondente a R$ 479,17 milhões (US$ 197,7 milhões de dólares).

O BC também vendeu nesta sessão a oferta total de até 8 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 3 de novembro. Ao todo, a autoridade monetária já rolou cerca de 36 por cento do lote total, equivalente a (US$ 8,84 bilhões).

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