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Dólar sobe 1% após intervenção do BC e vale R$ 3,33

Sessão foi marcada mais uma vez pela ação do BC na tentativa de elevar as cotações

Economia|Do R7

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Nas últimas quatro sessões, a moeda dos EUA acumula alta de 3,85%
Nas últimas quatro sessões, a moeda dos EUA acumula alta de 3,85%

O dólar fechou em alta de 1% frente ao real nesta quarta-feira (6), após o BC (Banco Central) intervir no mercado pela quarta sessão consecutiva para elevar as cotações e em meio a preocupações com a possibilidade de o governo interino de Michel Temer se contentar com uma meta fiscal pouco ambiciosa para 2017.

O viés local se sobrepôs aos mercados externos, onde a divisa dos Estados Unidos tinha leve queda frente às principais moedas emergentes devido à alta dos preços do petróleo. Mesmo assim, preocupações com a opção do Reino Unido por deixar a União Europeia mantiveram os ânimos contidos.


O dólar avançou 1,09%, a R$ 3,3370 na venda, acumulando avanço de 3,85% em quatro sessões. O dólar futuro subia cerca de 1% no fim desta tarde.

"A atuação repetida [do BC], mas com lotes pequenos, é um sinal claro de que o mercado exagerou quando levou o dólar para patamares tão baixos", disse o operador da corretora B&T Marcos Trabbold.


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O BC ofertou e vendeu integralmente pela quarta sessão seguida 10 mil swaps reversos, que equivalem à compra futura de dólares, reduzindo sua exposição cambial em US$ 2 bilhões. O ritmo é lento em comparação com a postura adotada pelo BC sob a batuta de Alexandre Tombini, que antecedeu Ilan Goldfajn como presidente da instituição.


Tombini usou swaps reversos para reduzir a posição da autoridade monetária em swaps tradicionais, que equivalem à venda futura de dólares, de cerca de US$ 100 bilhões no fim de 2015 para pouco mais de US$ 60 bilhões quando deixou o cargo no mês passado.

O BC passou mais de um mês sem realizar leilões de swap reverso mas retomou o instrumento na semana passada após o dólar marcar a maior queda mensal em 13 anos em junho, embalado pelo otimismo cauteloso dos investidores com o Brasil.


Investidores também preferiram estratégias defensivas antes da definição da meta fiscal de 2017, com medo de o governo estabelecer objetivo que não implique grande esforço fiscal.

A expectativa é que o rombo primário projetado para o ano que vem fique abaixo dos R$ 170 bilhões previstos para este ano, mas há discordâncias dentro do governo sobre a estimativa exata.

"O mercado deu o benefício da dúvida para o governo Temer até agora, mas a contraparte é que ele precisa demonstrar comprometimento com o fiscal. Se isso não acontecer, o mercado azeda", disse o operador de uma corretora internacional.

Pela manhã, o movimento no mercado local espelhou também a alta da moeda norte-americana no exterior, onde preocupações com possíveis impactos econômicos provocados pela saída britânica da UE novamente levou investidores a evitarem ativos de alto risco.

Mas o dólar reduziu a alta ao longo da tarde conforme os preços do petróleo passaram a subir. A perspectiva de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, possa demorar mais para elevar os juros devido ao referendo britânico também ganhou força após a divulgação da ata de sua última reunião, ajudando a alimentar o humor.

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