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Dólar sobe 1% e vai a R$ 3,30 com exterior e ação do BC

Sessão desta terça-feira (5) foi a terceira consecutiva com alta da divisa norte-americana

Economia|Do R7

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O referendo britânico do mês passado ainda gera forte volatilidade nos mercados financeiros globais — e vai continuar impactando
O referendo britânico do mês passado ainda gera forte volatilidade nos mercados financeiros globais — e vai continuar impactando

O dólar fechou em alta de 1%, avançando pela terceira sessão consecutiva, e voltou à casa dos R$ 3,30 nesta terça-feira (5), em nova onda de mau humor nos mercados globais com a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia (UE) e após o Banco Central atuar novamente para sustentar as cotações.

O dólar avançou 1,11%, a R$ 3,3010 na venda, depois de ir a R$ 3,3058 na máxima do dia. A moeda norte-americana já havia subido 0,99% na sessão anterior, marcada por baixo volume de negócios devido ao feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos.


O dólar futuro ganhava por volta de 0,9% no fim da tarde.

"A semana efetivamente começa hoje e o ambiente é negativo para o real. A preocupação com (a saída britânica da UE) voltou e a atuação do BC não dá espaço para o dólar cair mais", disse o superintendente regional de câmbio da corretora SLW João Paulo de Gracia Corrêa.


Brexit

O referendo britânico do mês passado gerou forte volatilidade nos mercados financeiros globais, com a perspectiva de estímulos econômicos parcialmente compensando as turbulências financeiras.


A apreensão voltou a prevalecer nesta sessão, após três fundos de imóveis comerciais britânicos no valor de cerca de 10 bilhões de libras suspenderem as negociações, no primeiro sinal de apreensão dos mercados desde a votação.

Nesta manhã, o presidente do banco central britânico, Mark Carney, afirmou que a autoridade monetária provavelmente precisará oferecer mais estímulos econômicos.


O dólar subiu mais de 2% em relação ao peso mexicano, mesmo após o banco central do país aumentar os juros na semana passada para conter a pressão cambial.

Pesquisa da Reuters mostrou, porém, que o dólar não deve voltar a subir com força frente ao real, com economistas prevendo que as cotações atinjam R$ 3,75 em 12 meses. No levantamento anterior, as previsões apontavam R$ 3,82.

No Brasil, o efeito do mau humor externo foi potencializado pela atuação do BC, que vendeu pela terceira sessão consecutiva 10 mil swaps reversos, que equivalem a compra futura de dólares, retomando o instrumento após deixá-lo de lado por mais de um mês. Nestes três pregões, a moeda norte-americana acumulou valorização de 2,73%.

"O BC viu uma oportunidade e aproveitou. Parece a decisão correta, o mercado de fato estava comprando demais a ideia de um dólar baixo", disse o operador de um banco nacional que opera diretamente com a autoridade monetária.

Atualmente, o BC administra estoque equivalente a cerca de 60 bilhões de dólares em swaps tradicionais, que equivalem a venda futura de dólares.

A ausência do BC havia levado muitos investidores a apostar que a autoridade monetária sob a batuta de Ilan Goldfajn seria menos propenso a atuar no câmbio do que sob seu antecessor, Alexandre Tombini.

Nesta manhã, o indicado à diretoria de Política Monetária do BC, Reinaldo Le Grazie, afirmou que intervenções pontuais que sirvam para corrigir fortes distorções são práticas saudáveis desde que não alterem a trajetória da moeda.

Nesse sentido, operadores afirmaram acreditar que o BC não tem como objetivo manter o câmbio em algum patamar específico, querendo apenas moderar o movimento. Muitos operadores acreditavam que Tombini almejava proteger as exportações brasileiras de um dólar mais fraco.

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