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Dólar sobe a R$ 3,33 e interrompe sequência de sete quedas

Alta de 0,22% da moeda norte-americana foi guiada por reunião do banco central dos EUA

Economia|Do R7

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Alta do dólar acontece após baixa de 4,22% nas últimas 7 sessões
Alta do dólar acontece após baixa de 4,22% nas últimas 7 sessões

O dólar fechou a quarta-feira (14) em alta ante o real, interrompendo sequência de sete quedas seguidas, com os investidores sob a expectativa com a reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano, nesta tarde.

O Banco Central brasileiro não anunciou nenhuma intervenção no mercado de câmbio para esta sessão, postura que não adotava desde o dia 1º de dezembro.


Na sessão, o dólar avançou 0,22%, a R$ 3,3332 na venda, depois de acumular baixa de 4,22% nas últimas sete sessões. O dólar futuro operava em alta de cerca de 0,2% nesta tarde.

O dólar futuro, que caía pouco antes da divulgação do encontro do Fed, passou a subir e registrava elevação de cerca de 0,4% nesta tarde.


O resultado da reunião do Fed foi conhecido às 17h (horário de Brasília), confirmando o que amplamente esperava o mercado, com os juros subindo para a faixa entre 0,5% e 0,75%, contra 0,25% a 0,5%, onde permaneceu desde que o Fed promoveu uma alta há um ano. O Fed informou ainda que via três altas de juros em 2017.

BC dos EUA aumenta juros e sinaliza novas altas em 2017


O pano de fundo da reunião era de maior significado para o mercado. Após anos em que o Fed mostrou-se inquieto com juros baixos e inflação fraca, as semanas desde a vitória de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos levaram ao aumento tanto dos rendimentos dos títulos quanto das expectativas de inflação. Havia a perspectiva de que o Fed elevaria a taxa em pelo menos duas ocasiões no próximo ano.

O BC brasileiro não anunciou nenhum tipo de intervenção. Na véspera, fez leilão de linha — venda com compromisso de recompra de dólares — para rolagem dos contratos que vencem em janeiro.


Na segunda-feira, o BC havia concluído a rolagem dos contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda de dólares no futuro, de janeiro. O próximo lote vence em 1º de fevereiro, correspondente a US$ 6,431 bilhões.

O mercado também ficou de olho na cena política brasileira, em especial no Congresso Nacional, onde havia importantes votações nesta sessão.

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A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados deve votar ainda nesta quarta-feira a admissibilidade da proposta da reforma da Previdência, enquanto que a CMO (Comissão Mista do Orçamento) do Senado deve votar o relatório final do Orçamento para 2017 e, em seguida, passar pela aprovação do Congresso Nacional.

Na véspera, o governo conseguiu garantir, mesmo com votação mais apertada, que o Senado aprovasse em segundo turno a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que estabelece teto para o crescimento das despesas públicas por 20 anos.

"Apesar do quadro político nebuloso, o governo parece estar conseguindo andar com uma agenda positiva, o que contribui para diminuir o nervosismo dos agentes. As medidas que devem sair amanhã, são um exemplo disso", comentou o economista da corretora Guide, Ignácio Crespo Rey.

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