Dólar sobe e vai a R$ 3,92, após BC dos EUA sinalizar alta de juros
Moeda norte-americana subiu 0,6%, após cair a R$ 3,85 na manhã desta quarta-feira
Economia|Do R7

O dólar fechou em alta e foi a R$ 3,92 nesta quarta-feira (28) após o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, deixar a porta aberta para alta dos juros em dezembro, o que poderia atrair capitais atualmente aplicados em países como o Brasil.
O dólar avançou 0,6%, a R$ 3,9201 na venda, após chegar a cair mais de 1% na mínima do dia, a R$ 3,8560. Logo após a decisão do Fed, dólar saltou mais de 1%, indo à máxima do dia a R$ 3,9396.
"A probabilidade de o Fed elevar os juros em dezembro cresceu", disse o economista da 4Cast Pedro Tuesta, referindo-se à próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês).
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Nesta tarde, o Fed informou que ainda está monitorando os desenvolvimentos econômicos e financeiros no exterior, mas não repetiu que os riscos globais terão impacto provável na economia dos EUA, como havia advertido na reunião anterior, em setembro. A omissão marcou uma suavização no tom quando comparado ao comunicado do mês passado.
Após a divulgação do comunicado, os contratos de juros futuros norte-americanos passaram a mostrar chance de 47% de o Fed aumentar a taxas em sua próxima reunião, em dezembro, contra 34% previamente.
"O mercado está corrigindo posições que havia assumido porque considerou que o tom do Fed seria 'dovish'. Mas, por outro lado, a menor preocupação com a economia global é algo positivo", acrescentou Tuesta.
O dólar também avançou contra moedas como os pesos chileno e mexicano.
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Operadores afirmaram que o mercado continuava mostrando poucos negócios, afetados pelo quadro local incerto. Na véspera, o governo brasileiro previu que o setor público consolidado fechará o ano com déficit primário de cerca de R$ 50 bilhões, mas esse número pode piorar ainda mais se houver frustração de receitas e contabilizar o pagamento das chamadas "pedaladas fiscais".
A deterioração das contas públicas do País tem alimentado preocupações com a possível perda do selo de bom pagador do país com outras agências de classificação de risco além da Standard & Poor's.
"Com o giro fraco de negócios, qualquer operação maior pode intensificar a volatilidade", escreveu em nota a clientes, mais cedo, o operador da corretora Correparti Guilherme Esquelbek.
Nesta manhã, o Banco Central brasileiro deu continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em novembro, vendendo a oferta total de até 10.275 contratos, equivalentes à venda futura de dólares. Até agora, a autoridade monetária já rolou US$ 9,727 bilhões, ou cerca de 95% do lote total, que corresponde a US$ 10,278 bilhões.
Em dezembro, vence o equivalente a US$ 4,832 bilhões em contratos de swap cambial.















