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Dólar sobe mais de 1% e fecha a semana cotado a R$ 4,04 

Preocupações com a economia da China e o preço do petróleo influenciaram a alta

Economia|Do R7

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Na semana, a moeda acumulou alta de 0,14%
Na semana, a moeda acumulou alta de 0,14%

O dólar subiu nesta sexta-feira (15), voltando a fechar acima dos R$ 4, em uma sessão marcada por intensa aversão a risco nos mercados globais diante de preocupações com a saúde da economia chinesa e com o tombo dos preços do petróleo.

O dólar avançou 1,19%, a R$ 4,0458 na venda, acumulando alta de 0,14% na semana. Na véspera, a moeda norte-americana havia fechado abaixo de R$ 4 pela primeira vez em uma semana.


"Os mercados globais como um todo sofreram muito hoje, é um dia de pânico. Na realidade, é um pouco surpreendente que o dólar tenha subido só isso aqui", afirmou o gerente de câmbio de uma corretora nacional.

O índice acionário de Xangai encerrou esta semana no menor nível desde dezembro de 2014, pressionado por dados de crédito piores que o esperado. O tombo das ações chinesas vem alimentando preocupações com a saúde da segunda maior economia do mundo e reduzindo a demanda por moedas ligadas a commodities.


Outro motivo para apreensão foi a queda dos preços do petróleo às mínimas em doze anos. Após algum alívio na sessão passada, a commodity voltou a desabar nesta sexta-feira em meio a expectativas de maior oferta com a possível suspensão de sanções internacionais contra o Irã nos próximos dias.

O dólar disparou mais de 2% e atingiu uma nova máxima histórica em relação ao peso mexicano.


"Mais uma vez, o movimento global é de alta do dólar. A tranquilidade de ontem durou pouco", disse o operador da corretora Intercam Glauber Romano.

No cenário local, investidores continuaram apreensivos em relação à estratégia do governo para enfrentar a crise econômica. Dúvidas sobre o comprometimento do governo com o ajuste fiscal e os próximos passos da política monetária sustentavam a cautela.


A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta manhã que não há contradição entre a expansão do crédito concedido por bancos públicos e a atual política monetária apertada.

O BC brasileiro realizou nesta manhã mais um leilão de rolagem dos swaps cambiais que vencem em 1º de fevereiro, vendendo a oferta total de até 11,6 mil contratos. Até o momento, a autoridade monetária já rolou o equivalente a US$ 5,636 bilhões, ou cerca de 54% do lote total, que corresponde a US$ 10,431 bilhões.

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