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Dólar sobe mais de 1% e termina o dia a R$3,38

Preocupação de investidores com o cenário externo provocaram alta da moeda

Economia|Do R7

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Dólar chegou a recuar nesta semana, mas voltou a subir
Dólar chegou a recuar nesta semana, mas voltou a subir

O dólar subiu mais de 1% sobre o real nesta quinta-feira (30) e encostou no patamar de R$ 3,38, acompanhando o fortalecimento da divisa nos mercados externos diante de expectativas de altas de juros nos Estados Unidos ainda neste ano e preocupações com a desaceleração da China.

A moeda norte-americana avançou 1,25%, a R$ 3,3710 na venda, maior patamar desde 27 de março de 2003, quando fechou negociada a R$ 3,386, e após cair mais de 1% na véspera.


"O crescimento do PIB [dos Estados Unidos] faz crer que a alta de juros venha este ano. Ainda não está claro se em setembro ou dezembro, mas deve vir este ano", disse o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues.

O crescimento econômico dos EUA acelerou no segundo trimestre, sugerindo ímpeto que pode deixar o Federal Reserve, banco central dos EUA, mais perto de elevar a taxa de juros neste ano. 


A alta dos juros norte-americanos pode atrair para a maior economia do mundo recursos atualmente aplicados no Brasil, cenário corroborado pela sinalização de que o Banco Central brasileiro não deve voltar a elevar os juros básicos tão cedo após aumentar a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual esta semana, a 14,25%.

Preocupações com a desaceleração da economia chinesa em meio ao tombo das bolsas do país também sustentaram a aversão a risco. 


A tendência para a moeda norte-americana no curto prazo é que continue apresentando volatilidade, em meio a um cenário externo preocupante e sem alívio no front doméstico, onde seguem os receios políticos e econômicos.

"Tem muita instabilidade interna, com as preocupações com a questão fiscal, por exemplo, e o cenário externo também preocupa. Então, no curto prazo, a tendência é que o câmbio permaneça bastante instável", disse Rodrigues.


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No mercado local, somava-se ao persistente quadro de apreensão com a situação fiscal e com as turbulências políticas no Brasil a indefinição sobre a intervenção do BC no câmbio, após o salto recente da moeda dos EUA, que tende a pressionar a inflação ao encarecer importados.

"A autoridade monetária diminuirá ainda mais a oferta do derivativo? Mês a mês houve redução da oferta, e o BC pode ainda aproveitar o bom momento externo em relação ao juro americano para reduzir ainda mais a oferta", escreveram analistas da corretora Lerosa Investimentos.

Nesta manhã, o Banco Central vendeu os 6.000 contratos de swaps cambiais que vencem em agosto. Se não realizar leilão no último pregão do mês, como de praxe, a autoridade monetária terá rolado o equivalente a US$ 6,270 bilhões, ou cerca de 59% do lote total para agosto, correspondente a US$ 10,675 bilhões de dólares.

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