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Dólar sobe mais de 1% e volta a se aproximar de R$ 3,15

Moeda norte-americana avançou 1,15% após variar entre R$ 3,11 e R$ 3,15 na sessão

Economia|Do R7

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Sessão foi marcada por movimento de correção após 2 dias de alta
Sessão foi marcada por movimento de correção após 2 dias de alta

O dólar terminou com alta superior a 1% ante o real, num movimento de correção depois de dois dias de quedas terem levado a moeda norte-americana para o nível de R$ 3,10 por conta de forte entrada de recursos externos.

No dia, a moeda norte-americana avançou 1,15%, a R$ 3,1423 na venda, depois de bater R$ 3,1540 na máxima do dia e R$ 3,1150 na mínima. O dólar futuro avançava 0,8%, no final.


"O preço do dólar estava num nível atrativo e chamou compras. Até porque a virada do mês está próxima e o fluxo pode diminuir", comentou o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.

Na terça-feira, a moeda norte-americana cedeu 0,46%, a R$ 3,1065, e terminou no menor nível desde 2 de julho de 2015, queda mais contida do que a perda de 1,26% vista na sessão anterior.


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"O Banco Central informou que não pretende rolar integralmente o swap de novembro. Isso conteve o recuo do dólar na véspera, com o mercado vendo um sinal de que o nível confortável da autoridade estaria ao redor de R$ 3,10", comentou mais cedo o diretor da mesa de câmbio da corretora Multi-Money, Durval Correa.


Na noite de segunda-feira, o BC informou que não anularia integralmente os swaps tradicionais — equivalente à venda futura de dólares — com vencimento em 1º de novembro diante do forte fluxo positivo esperado com a regularização de recursos brasileiros no exterior, cujo prazo termina em 31 de outubro.

O BC vendeu nesta manhã integralmente os 5.000 contratos de swap cambial reverso, equivalente à compra futura de dólares e que tem sido usado para reduzir o estoque de swap tradicional. Do total, nenhum contrato para 1º de novembro foi vendido.


O mercado tinha expectativa de que o ingresso de fluxo de recursos poderia inverter a trajetória da moeda ao longo do dia, mas não foi o que aconteceu. O movimento comprador falou mais alto sessão e acabou ofuscando a entrada de recursos externos.

Na véspera, o BC informou que houve entrada líquida de quase US$ 1,6 bilhão na conta financeira — por onde passam investimentos diretos, em portfólio e outros — só nos últimos três dias até o dia 21 passado por conta do programa de regularização. No mês, o fluxo cambial total estava positivo em US$ 2,531 bilhões.

O exterior também ajudou na alta do dólar frente ao real neste pregão. A moeda norte-americana subia frente a outras divisas emergentes, como o rand sul-africano, o peso mexicano e a lira turca.

Os investidores estavam à espera de definições da política monetária e eleições nos Estados Unidos. O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, reúne-se nos próximos dias 1º e 2 de novembro, embora o mercado aposte que a elevação da taxa básica do país deverá acontecer apenas em dezembro. No dia 8 do mesmo mês, acontece a eleição presidencial do País.

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