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Dólar sobe pela 3ª vez seguida e vale R$ 3,28

Alta de 0,88% da moeda dos EUA foi puxada por cautela diante do contexto político nacional

Economia|Do R7

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Dólar valorizou entre R$ 3,2474 e R$ 3,2841 no dia
Dólar valorizou entre R$ 3,2474 e R$ 3,2841 no dia

O dólar fechou em alta sobre o real nesta segunda-feira (5), terceira sessão seguida de valorização, com investidores preferindo a cautela diante do contexto político ainda conturbado no Brasil e em meio à liquidez reduzida nos mercados globais devido ao feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos.

O dólar avançou 0,88%, a R$ 3,2821 na venda, depois de oscilar entre a mínima de R$ 3,2474 e a máxima de R$ 3,2841 no dia.


Em três pregões, o ganho da moeda norte-americana foi de 1,64%. O dólar futuro subia por volta de 0,7% nesta tarde.

"O contexto político continua sendo bastante desafiador. Temer ainda não foi capaz de convencer o mercado de que ele vai conseguir atravessar a tormenta e aprovar as reformas fiscais", disse o operador da corretora B&T Marcos Trabbold, referindo-se ao presidente da República, Michel Temer.


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Ruídos ligados à base aliada do presidente recém-empossado alimentam a cautela nos mercados locais, que esperam cada vez mais impacientemente um sinal de força política que demonstre que o governo será capaz de colocar as contas públicas em ordem.


Em viagem à China no fim de semana, Temer afirmou que o governo deve anunciar em 13 de setembro o primeiro pacote de concessão de ativos de infraestrutura, mas não deu mais detalhes.

"O impeachment [da ex-presidente Dilma Rousseff] passou e não teve nenhuma grande compra de Brasil neste meio tempo, o que mostra que o assunto já estava precificado", comentou o operador da corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado.


"Quem estava apostando numa queda maior do dólar percebeu que ela não seria tão grande no curto prazo e resolveu recomprar parte das posições", emendou ele, acrescentando que a política monetária também acaba influenciando o mercado de câmbio neste momento.

Na semana passada, o BC (Banco Central) não mexeu na Selic mas indicou que ela pode ser reduzida antes do esperado, em outubro, o que acaba tirando parte da atratividade dos ativos brasileiros. Na terça-feira, o BC divulga a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) e os investidores vão em busca de mais sinais sobre o rumo da taxa básica de juros, hoje em 14,25% ao ano.

Nesta manhã, o BC vendeu novamente a oferta total de até 10 mil swaps reversos, que equivalem à compra futura de dólares.

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