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Dólar sobe pela terceira sessão seguida e encosta em R$ 3,30

Salto de 1,03% da moeda foi causado por cautela antes do julgamento da chapa Dilma-Temer

Economia|Do R7

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Na máxima da sessão, o dólar marcou R$ 3,2961
Na máxima da sessão, o dólar marcou R$ 3,2961

O dólar fechou com alta de 1% nesta segunda-feira (5) e perto dos R$ 3,30, com os investidores cautelosos um dia antes de o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) começar o julgamento da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer e que pode culminar na saída do presidente.

Os temores eram de que, com a crise política, o andamento das reformas, sobretudo a da Previdência, no Congresso Nacional seja ainda mais afetado.


Na sessão, o dólar avançou 1,03%, a R$ 3,2881 na venda, maior nível desde 18 de maio (R$ 3,3890), primeiro dia de reação dos mercados financeiros à atual crise política. Na máxima da sessão, a moeda norte-americana marcou R$ 3,2961. O dólar futuro tinha alta de cerca de 1,25% no final da tarde.

"Para o mercado, pode ser mais um sinal de que a votação das reformas será mais difícil e podemos entrar num período agonizante", afirmou o diretor da corretora Mirae Asset, Pablo Spyer.


Esta semana também está marcada por importantes fatos políticos, que podem ser cruciais ao governo. Os temores eram de que, com a crise política, o andamento das reformas, sobretudo a da Previdência, seja ainda mais afetado.

O TSE começa, na noite de terça-feira, o julgamento da chapa Dilma Rousseff-Temer, vencedora das eleições de 2014, que pode culminar com a saída do presidente.


Outro foco de incerteza para o mercado era a prisão do ex-deputado e ex-assessor especial de Temer, Rodrigo Rocha Loures, com a possibilidade de nova delação que prejudique mais o presidente.

Temer está sendo investigado no STF (Supremo Tribunal Federal) por crimes, entre outros, de corrupção passiva após delações de executivos do grupo J&F, que também atingiram Loures.


No dia seguinte, está marcada ainda a votação da reforma trabalhista na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) no Senado. "O ambiente para a tomada de risco não é dos mais favoráveis", trouxe a corretora Guide em relatório, citando ainda o cenário externo.

Lá fora, o dólar se recuperava nesta sessão das mínimas de sete meses atingida na semana passada, avançando contra o euro e uma cesta de moedas, mas ainda exposto a qualquer otimismo renovado em relação à reunião de política monetária do BCE (Banco Central Europeu) nesta semana. Também estavam de olho na eleição parlamentar no Reino Unido, nesta quinta-feira.

O Banco Central brasileiro não anunciou intervenção no mercado de câmbio para esta sessão. Em julho, vencem US$ 6,939 bilhões em swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares.

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