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Dólar sobe pelo 4º dia seguido e fecha a semana cotado a R$ 3,89

Nova alta levou a moeda norte-americana ao sexto avanço semanal consecutiva. No período, a divisa já acumula ganho de 6,45% ante o real

Economia|Do R7

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Dólar oscilou entre R$ 3,85 e R$ 3,92 na sessão
Dólar oscilou entre R$ 3,85 e R$ 3,92 na sessão

O dólar terminou a sexta-feira (7) com alta de 0,39% ante o real e fechou a semana negociado a R$ 3,8902. A variação fez com que a divisa tivesse a sexta alta semanal consecutiva, período no qual avançou 6,45%.

Na máxima do dia, marcada pela manhã, o dólar era negociado a R$ 3,9254. Na mínima, a moeda era cotada a R$ 3,8582.


A quarta alta diária seguida da moeda norte-americana foi guiada pelos dados mais fracos do mercado de trabalho nos Estados Unidos e o corte de produção de petróleo garantindo uma melhora no humor dos agentes financeiros.

Além dos dados do mercado de trabalho nos EUA, ajudou a derrubar o preço do dólar o anúncio de que a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e seus aliados liderados pela Rússia concordaram em cortar a produção de petróleo mais do que o mercado esperava, apesar da pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, para reduzir o preço do petróleo.


O grupo produtor reduzirá a produção em 800 mil barris por dia a partir de janeiro, enquanto aliados que não fazem parte da Opep contribuirão com cortes de mais 400 mil bpd, disse o ministro iraquiano do petróleo, Thamer Ghadhban, após a Opep concluir dois dias de conversas em Viena. Os preços do petróleo subiam quase 5% nesta tarde com o resultado do encontro dos produtores.

O real, no entanto, fechou mais fraco do que outras divisas de países emergentes por causa do fluxo de saída de recursos. "Junte uma época de saída de recursos [do país], juros baixos, situação de desconforto no exterior e tem vários motivos para um dólar mais forte", explicou mais cedo o operador de câmbio da corretora Spinelli José Carlos Amado.


Mais cedo, esse movimento levou o dólar a superar os R$ 3,90. O final do ano é uma época em que tradicionalmente há saída de recursos do país, com remessas de lucros e dividendos de empresas para suas matrizes, movimento que pode estar sendo potencializado pela forte aversão ao risco recente no mercado internacional, em boa medida por causa da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

O impasse entre EUA e China na guerra comercial, um dia depois que o mundo tomou conhecimento da prisão de uma executiva chinesa a pedido dos norte-americanos, também deixava os investidores na defensiva.


O Banco Central não anunciou qualquer intervenção adicional no mercado de câmbio, apesar do movimento de saída de recursos.

A autoridade vendeu nesta sessão 13.830 contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou US$ 3,457 bilhões do total de US$ 10,373 bilhões que vence em janeiro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

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