Dólar sobe pressionado pelas tensões entre a Rússia e o Ocidente
A moeda norte-americana subiu 0,98%, e fechou cotado a R$ 2,2959 na venda
Economia|Do R7

O dólar fechou em alta de quase 1% nesta quinta-feira (7) e chegou a R$ 2,30 durante o pregão pela primeira vez em mais de quatro meses, impulsionado pelas crescentes tensões entre a Rússia e o Ocidente.
Com isso, segundo operadores, foi fortalecida a tese de que o cenário de incertezas globais e domésticas deve manter a moeda norte-americana acima do antigo teto informal de R$ 2,25 nos próximos meses.
A moeda dos Estados Unidos subiu 0,98% neste pregão, e fechou cotado a R$ 2,2959 na venda, após chegar a R$ 2,30 na máxima da sessão. De julho até agora, a valorização é de 3,89%. De acordo com dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1 bilhão.
Leia mais sobre Economia e ajuste suas contas
Quer fazer compras online? Use o R7 Ofertas
"Quando começou a pressão lá de fora, o pessoal aproveitou para testar alguns patamares mais altos para o dólar aqui, ver até onde conseguia chegar", afirmou o operador de câmbio da Intercam Glauber Romano, para quem o dólar não tem força para se sustentar acima de R$ 2,30.
No início da tarde, a agência de notícias AFP relatou que um jato militar foi derrubado em área ocupada por rebeldes pró-Moscou no leste da Ucrânia. O clima de preocupações já vinha de cedo, após a Rússia anunciar, pela manhã, sanções contra potências ocidentais.
Na cena doméstica, investidores aguardam a divulgação de pesquisa eleitoral do Ibope, que deve ser ocorrer ainda nesta quinta-feira. Os mercados têm demonstrado desconfiança sobre a condução da política econômica do governo da presidente Dilma Rousseff, que concorre à reeleição em outubro.
"O cenário externo está complicado. Aqui, temos eleições... Tudo indica que o dólar vai continuar pressionado por enquanto", afirmou o superintendente de câmbio da corretora Advanced, Reginaldo Siaca, para quem o intervalo de R$ 2,25 a R$ 2,30 deve se tornar uma nova referência para o mercado.
O dólar operou em níveis mais baixos, entre R$ 2,20 e R$ 2,25, desde o início de abril até a semana passada, com breves exceções. Essa banda agradaria ao Banco Central brasileiro por não impactar a inflação ou as exportações.
"Parece que o BC está confortável com o dólar nesse patamar, o que significa que não tem muitos incentivos para o dólar voltar a cair", disse o superintendente de derivativos de uma gestora nacional de recursos, lembrando que, mesmo com a recente valorização do dólar, o BC não intensificou sua intervenção diária no mercado.
O BC vendeu nesta manhã a oferta total de até 4.000 contratos de swaps cambiais nas rações diárias, todos vencendo em 2 de fevereiro de 2015 e equivalente a US$ 199 milhões. Também foram ofertados contratos para 1º de junho, mas nenhum foi vendido.
A autoridade monetária também vendeu a oferta integral de até 8.000 swaps para rolagem dos contratos que vencem em setembro. Ao todo, o BC já rolou cerca de 16% do lote total, que corresponde a US$ 10,070 bilhões.
O diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo, afirmou nesta quinta-feira que, mesmo com alguma alta do dólar sobre o real, o cenário é de recuo da inflação.
Na Europa, tanto o Banco Central Europeu (BCE) quanto o banco central britânico confirmaram as expectativas de analistas e deixaram inalteradas suas taxas de juros.
Seja bombardead@ de boas notícias. R7 Torpedos
Moda, esportes, política, TV: as notícias mais quentes do dia














