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Dólar tem 7º pregão seguido de queda e fecha a R$ 5,6480, menor nível desde outubro

Dólar já acumula perdas de 1,66% na semana, e de 4,53% em março — o que leva a desvalorização em 2025 a 8,61%

Economia|Do Estadão Conteúdo

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Dólar
Dólar fechou em queda de 0,42% e no menor nível desde 14 de outubro Marcello Casal Jr/Agência Brasil - 11.7.2019

O dólar emendou nesta quarta-feira (19) o sétimo pregão consecutivo de queda no mercado local, na contramão do sinal predominante de alta da moeda americana no exterior, e encerrou no menor nível desde meados de outubro. Com mínima a R$ 5,6325 ao longo do dia, o dólar fechou em queda de 0,42%, a R$ 5,6480 — menor nível desde 14 de outubro (R$ 5,5827).

O real apresentou o melhor desempenho entre as divisas mais relevantes, em meio a relatos de continuidade desmonte de posições defensivas por parte de investidores estrangeiros à espera de nova alta da taxa Selic em 1 ponto porcentual pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, no período da noite.


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Em leve baixa desde o início da tarde, o dólar renovou mínimas na casa de R$ 5,63 após a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), seguida por entrevista coletiva do presidente da instituição, Jerome Powell.

Como esperado, o BC dos EUA manteve a taxa básica no nível entre 4,25% e 4,50%. A surpresa ficou pela diminuição do ritmo de redução do balanço do Fed, o que na prática significa drenar menos liquidez do mercado.


Chamaram a atenção dos analistas também o anúncio da diminuição das projeções para o crescimento, em ambiente de alta incerteza em razão da política tarifária de Donald Trump, e o fato de nove dirigentes do Fed projetarem taxas de juros 50 pontos-base menores no fim deste ano.

Ferramenta de monitoramento do CME Group mostra que as maiores chances são de queda acumulada de 50 pontos-base na taxa americana neste ano, com probabilidade maior (acima de 60%) de corte inicial em junho. Houve um ligeiro aumento da possibilidade de redução total de 75 pontos-base.


O dólar já acumula perdas de 1,66% na semana, e de 4,53% em março — o que leva a desvalorização em 2025 a 8,61%.

Entrevista de Jerome Powell

Powell reiterou em coletiva de impressa que a política monetária está bem posicionada para lidar com o duplo mandato da instituição (inflação na meta e máximo emprego) e que não há pressa em alterá-la, ainda mais com o nível de incerteza “incomumente elevado”.


O presidente do Fed ressaltou que é prematuro avaliar o impacto das políticas de Trump para comércio e imigração sobre os índices de preços, mas resgatou uma expressão utilizada à época da pandemia ao dizer que o cenário-base é de inflação “transitória”.

No exterior, as bolsas em Nova York renovaram máximas ao longo da tarde, enquanto as taxas dos Treasuries acentuaram a queda. Termômetro do comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis divisas fortes, o índice DXY reduziu levemente o ritmo de alta.

Com a perspectiva de queda de juros nos EUA e a possível alta adicional da taxa Selic após a decisão do Copom, o real se torna mais atraente para operações de carry trade. Outra consequência do aperto monetário local é o aumento do custo de carregamento de posições compradas em dólar.

Dados da B3 compilados pela Warren Investimentos mostram que apenas na terça-feira os estrangeiros reduziram as posições compradas em US$ 1,9 bilhão. Do fim do ano para cá, o não residente diminuiu o estoque em derivativos cambiais (dólar futuro, mini contratos, swaps cambial e cupom cambial) de cerca de US$ 70 bilhões para pouco mais US$ 40 bilhões.

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