Dólar tem leve queda e fecha cotado a R$ 2,32
Moeda norte-americana caiu 0,17% ante o real nesta segunda-feira (24)
Economia|Do R7

O dólar fechou em queda ante o real pela terceira sessão consecutiva nesta segunda-feira (24), com investidores ainda trabalhando com o cenário de continuidade de ingresso de capitais estrangeiros no Brasil no curto prazo.
Mas o mercado operou com cautela, de olho nas tensões geopolíticas em torno da Crimeia. A moeda norte-americana chegou a registrar leves altas no início da tarde após investidores aproveitarem a baixa para comprar dólares.
A divisa dos Estados Unidos recuou 0,17%, a R$ 2,3225 na venda, após chegar a bater R$ 2,3135 na mínima do dia. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 2,79 bilhões).
"Os juros altos (no Brasil) têm atraído muitos recursos para cá. O mercado continua preocupado, mas isso gera alívio momentâneo", disse o diretor de câmbio da corretora Pioneer, João Medeiros.
O Brasil registrou entrada líquida de 5,095 bilhões de dólares em março até o dia 20, segundo informou nesta segunda-feira o Banco Central.
Segundo analistas, parte desses recursos está ligada a captações corporativas recentes no exterior e parte são capitais que migram para o país em busca de rendimentos financeiros mais altos. A Selic está atualmente em 10,75% ao ano e a expectativa entre os investidores é que continue subindo.
Operadores vêm ressaltando que os ingressos de moeda têm predominado no mercado brasileiro nas últimas semanas, contribuindo para tirar um pouco da pressão sobre o dólar. Na semana passada, a divisa dos EUA acumulou baixa de 1,07% sobre o real.
Esperanças de novos estímulos na China após dados fracos sobre o setor industrial do país também ajudaram a manter o dólar em baixa.
No início da tarde, a moeda norte-americana chegou a registrar leves altas, atingindo R$ 2,3347 na máxima da sessão. Analistas atribuíram o movimento a um ajuste técnico, à medida que as cotações se aproximavam do patamar de R$ 2,30, considerado um piso de resistência, e às preocupações com a crise em torno da Crimeia.
"Parece que o mercado se lembrou das preocupações da semana passada e houve um pequeno ajuste", afirmou o superintendente de câmbio da corretora Intercam, Jaime Ferreira.
A Ucrânia anunciou a retirada de suas tropas da Crimeia, depois que tropas russas ocuparam base naval na região. O medo da possibilidade de que a crise se intensifique tem mantido os operadores cautelosos.
Pela manhã, o BC brasileiro deu continuidade às intervenções diárias vendendo a oferta total de 4 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares. Todos os novos contratos têm vencimento em 1º de dezembro, com volume equivalente a 198,0 milhões de dólares. A autoridade monetária também ofertou swaps para 1º de outubro, mas não vendeu nenhum.
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Além disso, também vendeu a oferta total de 10 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 1º de abril. No total, a autoridade monetária já rolou pouco mais da metade do lote para o mês que vem, que correspondem a 10,148 bilhões de dólares.
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