Dólar tem leve queda, mas segue acima dos R$ 5; Ibovespa fecha em alta
Com baixa de 0,15%, a moeda americana fechou o dia cotada a R$ 5,0401; já a bolsa subiu 1,19%, a 115.692,45 pontos
Economia|Do R7

Em um dia de volatilidade, o dólar à vista fechou esta quinta-feira (28) em leve baixa ante o real, ainda acima dos R$ 5, com as cotações reagindo ora a estímulos do exterior, onde a moeda americana cedia frente às demais divisas, ora a fatores técnicos, com investidores sustentando as cotações.
O dólar à vista fechou o dia cotado a R$ 5,0401 na venda, em uma baixa de 0,15%.
Já o Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira, endossado pelo desempenho de Wall Street e puxado particularmente pelo avanço das ações do setor financeiro, com os papéis do Banco do Brasil terminando o dia em alta de cerca de 3%.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,19%, a 115.692,45 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do pregão, chegou a 115.953,65 pontos. Na mínima, a 114.180,49.
Movimento do dólar
Após ter emplacado três sessões consecutivas de ganhos no Brasil, tendo acumulado alta de 2,33%, a moeda americana à vista oscilou entre o positivo e o negativo em diversos momentos desta quinta-feira.
Pela manhã, com alguns investidores realizando lucros recentes, o dólar à vista marcou a cotação mínima de R$ 5,0150 (-0,65%) às 9h35. A moeda americana também cedia no exterior ante outras divisas, o que pressionava para baixo as cotações no Brasil.
No entanto, em nenhum momento o dólar voltou a ser cotado abaixo dos R$ 5, mantendo-se o patamar técnico superado na véspera.
Ainda pela manhã, a moeda à vista migrou para o positivo, retomando a tendência mais recente, com agentes do mercado citando os receios de que o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, possa elevar ainda mais os juros, mantendo-os em níveis elevados por mais tempo.
“O dólar foi para baixo pela manhã, em movimento de realização de lucros de ontem [quarta-feira, 27], mas não se sustentou assim porque o mercado ainda está se apoiando na manutenção dos juros altos nos EUA”, afirmou Fernando Bergallo, diretor da assessoria de câmbio FB Capital.
“Aquele dólar de R$ 4,70 ou R$ 4,80 ficou para trás. O diferencial de juros está fechando”, acrescentou Bergallo, lembrando que, enquanto o Fed sinaliza juros mais altos, o Banco Central brasileiro está em processo de redução da taxa básica Selic. Assim, é de se esperar uma cotação mais elevada para o dólar ante o real.
Investidores que estão comprados no mercado futuro, o mais líquido no Brasil e, no limite, o que define as cotações no segmento à vista, também atuaram para que o dólar se mantivesse em patamares mais altos, de olho na definição da Ptax de fim de mês, nesta sexta-feira (29).
A Ptax é uma taxa de câmbio calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista e serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros costumam tentar direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações), sejam vendidas em dólar (no sentido de baixa).
Nesse cenário, a moeda americana à vista marcou a máxima de R$ 5,0710 (+0,46%) às 10h50.
Durante a tarde, a cotação se reaproximou da estabilidade. A queda do dólar ante uma cesta de moedas fortes e em relação às demais divisas de exportadores de commodities pesou no fim da sessão, e a moeda americana encerrou o dia em leve queda ante o real.












