Dólar tem maior alta em cinco meses e chega a R$2,27 na venda
Resultado ocorreu após especulações sobre rolagem parcial de swaps pelo Banco Central
Economia|Do R7

O dólar fechou com alta de mais de 1,55% nesta segunda-feira (2), a maior em cinco meses, com a cotação de R$ 2,27 na venda.
O resultado aconteceu diante das dúvidas dos investidores sobre o futuro das intervenções diárias do Banco Central, reforçadas pelo anúncio da rolagem novamente parcial de swaps cambiais (troca de ganho pela cotação do dólar por juros pós-fixados)
O dólar havia tido a alta de 1,58% no dia 20 de dezembro do ano passado, sendo vendido por R$ 2,2755.
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Segundo a BM&F Bovespa, o volume financeiro da sessão desta segunda ficou em US$ 1,3 bilhão (R$ 2,96 bilhões).
A divisa estadunidense havia subido 0,76% ante o real na última sexta-feira também devido a especulações sobre a ação do Banco central.
Na sessão anterior, também por especulações sobre a ação do BC, o dólar já havia subido 0,76 por cento ante o real.
Histórico
Segundo o superintendente de câmbio da Advanced Corretora, Reginaldo Siaca, o BC não rolou integralmente os swaps nos últimos meses e "diminuiu o passo".
— Agora o mercado está na expectativa de que as intervenções (diárias) talvez acabem neste mês.
O BC informou no fim do ano passado que o programa de intervenções duraria pelo menos até o fim de junho, mas com ritmo menor, vendendo 4 mil contratos de swaps cambiais.
O dólar vinha sendo negociado preso à banda informal de 2,20 a 2,25 reais nos últimos dois meses, mesmo com a menor ação do BC, graças ao quadro positivo de fluxo de recursos. Tal patamar, segundo avaliação do mercado, agradaria o BC por não ser inflacionário nem prejudicar as exportações.
Mas já há quem acredite que essa banda informal possa subir um degrau, indo de 2,25 a 2,30 reais, também sem grandes impactos sobre a economia, como afirmou o operador de câmbio de um banco nacional de destaque.
— Com o BC tirando dólar do mercado, o câmbio deveria trabalhar mais próximo dos R$ 2,30 do que dos R$ 2,20.
Os especialistas acreditam de modo geral que o programa diário de intervenções será novamente estendido, mas com nova redução, apesar de haver quem não descarte a interrupção das ações no mercado.
Swaps
O BC vendeu todos os 4 mil swaps na oferta de ração diária neste pregão, com volume equivalente a US$ 198,4 milhões (R$ 451,5 milhões). Foram 100 contratos para 1º de dezembro deste ano e 3,9 mil para 2 de fevereiro do próximo ano.
Também pesou nesta sessão o início do processo de rolagem dos contratos de swap que vencem em 1º de julho, no valor equivalente a US$ 10,060 bilhões (US$ 22,89 bilhões). O BC vendeu no leilão a oferta total de até 5 mil swaps cambiais, concentrada no vencimento de 1º de abril do ano que vem. O volume ficou em US$ 247,5 milhões (R$ 563,24 milhões).
O BC rolaria pouco menos de 50% do lodo se manter esse ritmo. A conta leva em consideração o feriado de Corpus Christi no dia 19 e o fato de não haver leilões de swap no dia 12, por conta do jogo da seleção brasileira pela Copa do Mundo.
O BC já havia reduzido seu ritmo de rolagens no mês passado, deixando que pouco menos da metade do lote equivalente a US$ 9,653 bilhões (R$ 21,96 bilhões). As rolagens nos dois meses anteruores haviam sido de 75% do total.
O movimento do dólar no mercado externo também contribuiu para a alta da divisa no Brasil nesta sessão, com a expectativa do mercado sobre os próximos Banco Central Europeu via estímulos monetários.
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