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Dólar tem nova alta e volta a valer R$ 3,15

Alta de 0,42% da moeda dos EUA ante o real seguiu outros mercados emergentes

Economia|Do R7

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Dólar variou entre R$ 3,12 e R$ 3,16 na sessão
Dólar variou entre R$ 3,12 e R$ 3,16 na sessão

O dólar fechou a quinta-feira (27) em alta e voltou ao patamar de R$ 3,15, sintonizado com a valorização da moeda norte-americana sobre outras divisas emergentes e com algum fluxo de compra aproveitando os níveis recentes de preços baixos.

A valorização, no entanto, foi contida pelo ingresso de recursos provenientes da regularização de ativos brasileiros alocados no exterior.


No dia, a divisa norte-americana avançou 0,42%, a R$ 3,1555 na venda, acumulando em duas sessões valorização de 1,58%. Na mínima do dia, a moeda norte-americana marcou R$ 3,1282 e, na máxima, R$ 3,1629. O dólar futuro subia cerca de 0,5% no final desta tarde.

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"Houve fluxo de repatriação, mas vimos também investidores antecipando operações de remessas [para o exterior]", comentou o sócio da Omnix Corretora, Vanderlei Muniz, acrescentando que a cotação baixa do dólar atraiu essas operações. O dólar chegou a fechar na casa de R$ 3,10 na terça-feira passada.

O prazo para regularização de recursos de brasileiros no exterior termina no próximo dia 31. A Receita Federal informou que a arrecadação com multa e imposto no âmbito do programa chegou a R$ 40,1 bilhões até o início da manhã desta quinta-feira.


Na véspera, o BC decidiu ampliar o horário de encerramento do registro de operações de câmbio das 19h para as 23h entre os dias 26 e 31 de outubro, para facilitar a contratação e liquidação das operações de câmbio.

No exterior, o dólar subia frente a divisas como o peso mexicano e à lira turca, o que acabou puxando a moeda norte-americana frente ao real. O movimento foi influenciado pela alta dos rendimentos dos Treasuries norte-americanos, devido ao avanço dos títulos alemães e britânicos e também pelos dados de auxílio-desemprego dos Estados Unidos, que cederam.


Esse foi mais um indicador a contribuir para o reforço das apostas de aumento de juros no país no encontro de dezembro do Federal Reserve, o banco central do país. Segundo dados do FedWatch, as apostas mostravam chances de quase 80% de o Fed elevar os juros no último mês do ano, o que aumentaria as chances de recursos alocados em outros mercados, como o brasileiro, migrarem para os Estados Unidos.

Mais cedo, além da expectativa pelo fluxo positivo, pressionou o dólar para baixo a notícia de que o STF (Supremo Tribunal Federal) vetou na noite passada a desaposentação. Caso contrário, elevaria os gastos anuais do governo em R$ 7,7 bilhões com a Previdência.

O Banco Central fez leilão de swap cambial reverso, equivalente à compra de dólares no futuro, com apenas dois vencimentos nesta manhã e vendeu o lote integral de 5.000 contratos.

A autoridade monetária deixou de ofertar swaps para 1º de novembro, após informar que não anularia os swaps tradicionais — equivalentes à venda futura de dólares — para esta data por conta da expectativa de forte entrada de recursos nestes dias com a regularização de ativos.

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