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Dólar volta a cair e fecha a quarta-feira cotado a R$ 3,85

Desvalorização de 0,74% da moeda norte-americana foi guiada por otimismo dos investidores à espera da reforma da Previdência

Economia|Do R7

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Dólar voltou a cair após três altas seguidas
Dólar voltou a cair após três altas seguidas

O dólar fechou em queda ante o real nesta quarta-feira (3), após ter registrado valorização nas três sessões anteriores. No fechamento do dia, a moeda norte-americana caia 0,74% e era negociada a R$ 3,8264.

A movimentação aconteceu na esteira da desvalorização global da moeda norte-americana, intensificada no Brasil pelo maior otimismo quanto ao andamento da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.


Ajustes no texto devem atrasar votação da reforma da Previdência

O entendimento de que a reforma previdenciária será votada em plenário da Câmara antes do recesso parlamentar fez também com que o real tivesse o melhor desempenho numa lista de cerca de 30 pares do dólar. 


Declarações do presidente da comissão especial que analisa a reforma da Previdência, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), endossaram essa perspectiva. Ele Ramos afirmou que a leitura dos ajustes ao parecer do relator, Samuel Moreira (PSDB-SP), ocorrerá ainda nesta quarta-feira. Teoricamente, isso permitiria que o cronograma não sofresse atrasos.

Informações de que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), teria dito a líderes de partidos que não adiará a votação da matéria também respaldaram o bom humor dos investidores.


"O mercado tem se apegado ao 'big picture' e confiado na evolução da reforma", disse Cleber Alessie, operador da H.Commcor.

Além do real, outras moedas de risco se valorizaram nesta sessão, com destaque para lira turca, dólar australiano e dólar neozelandês. Essas divisas costumam se beneficiar de cenário de queda de juros em economias centrais, expectativa que ganhou força nesta sessão conforme os "yields" de títulos soberanos nos EUA e na Europa tombaram.


Juros mais baixos nas principais economias melhoram a relação risco/retorno para aplicações em ativos de mercados mais arriscados, como os emergentes, o que pode estimular entrada de capital para o Brasil, por exemplo. Com isso, há aumento da oferta de dólar, o que tende a reduzir o preço da moeda.

A combinação entre BCs mais "dovish" (inclinados a alívio monetário) e avanços no encaminhamento da reforma da Previdência levaram o UBS a reduzir as projeções para o dólar nos próximos meses.

O banco suíço estima agora dólar a R$ 3,70 ao fim de três meses, contra R$ 3,80 do cenário anterior. A previsão para seis meses foi mantida em R$ 3,70, enquanto o prognóstico para 12 meses foi diminuído de R$ 3,70 para R$ 3,60.

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