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Dólar volta a subir após seis quedas seguida e fecha o dia cotado a R$ 3,13

Alta de 1,23% da moeda norte-americana resultou da turbulência política nos Estados Unidos

Economia|Do R7

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Na máxima da sessão, o dólar atingiu R$ 3,1357
Na máxima da sessão, o dólar atingiu R$ 3,1357

Depois de cair nos seis pregões anteriores e ir abaixo de R$ 3,10, o dólar fechou a quarta-feira (17) em alta, acompanhando o cenário menos otimista no exterior diante da turbulência política nos Estados Unidos, que alimentou temores de que o presidente Donald Trump possa não ter força para implementar seus planos econômicos e tributários.

O dólar subiu 1,23%, aR$ 3,1337 na venda, depois de ceder 3,14% em seis pregões. Na máxima da sessão, a moeda norte-americana atingiu R$ 3,1357. O dólar futuro tinha alta de 1,05% no final da tarde.


O movimento de busca por proteção se estendeu pelos mercados financeiros internacionais nesta sessão após notícias de que Trump pediu ao ex-chefe do FBI James Comey para encerrar a investigação da agência sobre os laços entre o antigo conselheiro da segurança da Casa Branca Michael Flynn e a Rússia. Além disso, ele foi acusado de ter passado informações confidenciais à Rússia.

"Trump perde poder de fogo nas negociações com o Congresso", afirmou o economista da corretora Guide Ignácio Crespo Rey.


No exterior, o dólar caía ante uma cesta de moedas, mas subia ante divisas de países emergentes, como o rand sul-africano e os pesos chilenos e mexicano. "O mercado começa a colocar em xeque o que ele prometeu nas eleições", afirmou o operador da corretora H.Commcor, Cleber Alessie Machado.

O Banco Central vendeu integralmente a oferta de até 8.000 swaps cambiais tradicionais — equivalentes à venda futura de dólares — para rolar os contratos que vencem em junho, que totalizam US$ 4,435 bilhões. Ao todo, já foram rolados cerca de US$ 800 milhões.

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