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Dólar volta a subir e fecha a quarta-feira cotado a R$ 3,48

Alta de 0,63% da moeda norte-americana foi motivada pelo cenário político nacional

Economia|Do R7

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Na máxima da sessão, a moda bateu R$ 3,51
Na máxima da sessão, a moda bateu R$ 3,51

O dólar fechou em alta sobre o real nesta quarta-feira (19), interrompendo três sessões seguidas de queda, após o banco central norte-americano indicar que o mercado de trabalho o deixou mais perto de elevar os juros, mas salientando que a inflação e a economia global fracas pesavam ainda.

O cenário político conturbado no Brasil ainda continuou pesando, com os investidores adotando cautela.


A moeda norte-americana avançou 0,63%, a R$ 3,4877 na venda, após bater R$ 3,5159 na máxima da sessão, com alta de mais de 1%.

"Quase todos [os membros do banco central dos EuA] precisavam de mais evidência para ter confiança sobre a inflação, o que significa que uma alta de juros em setembro não é uma certeza", disse o economista da 4Cast Pedro Tuesta, salientando que, pela manhã, o mercado havia se preparado para uma mensagem mais incisiva.


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Muitos operadores acreditam que o aperto monetário nos EUA pode começar em setembro, em um momento em que a maior economia do mundo dá sinais de recuperação cada vez mais sólida. Juros mais altos nos Estados Unidos podem atrair recursos atualmente aplicados em mercados como o Brasil.

A moeda dos EUA também perdeu força contra as principais moedas globais após a divulgação da ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês). Segundo o documento, apenas uma das autoridades estava pronta para votar a favor da alta de juros no encontro ocorrido nos dias 28 e 29 passados, enquanto um grupo "avaliava que as condições econômicas para começar a aumentar a taxa básica de juros foram cumpridas ou que serão cumpridas em breve", de acordo com a ata.


No cenário local, a incerteza política continuava levando investidores a adotarem cautela. O Senado adiou para esta sessão a análise do projeto de lei que reverte parte da desoneração da folha de pagamento para mais de 50 setores da economia, uma das medidas enviadas pelo governo da presidente Dilma Rousseff para reequilibrar as contas públicas.

"O mercado não vai operar com 100% de tranquilidade tão cedo", disse o operador de uma corretora nacional.

Nesta manhã, o BC vendeu a oferta total de até 11 mil contratos de swap cambial tradicional, que equivalem àvenda futura de dólares, para a rolagem do lote que vence no próximo mês. Ao todo, o BC já rolou US$ 5,967 bilhões, ou cerca de 60%, do total de US$ 10,027 bilhões e, se continuar neste ritmo, vai recolocar o todo o lote.

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