É muito otimista dizer que estamos saindo da crise com 14 milhões de desempregados, diz economista
Economia Sem Paletó comentou as mudanças do cenário financeiro após delação da JBS
Economia|Do R7

As delações dos donos da JBS reveladas na última semana ocasionaram um turbilhão no mercado financeiro nacional. Em um de seus pronunciamentos, o presidente Michel Temer cravou que a denúncia surge em um momento em que o País tinha saído da mais greve crise econômica da sua história. A posição de Temer foi contestada pelo economista Richard Rytenband no quarto episódio do programa Economia Sem Paletó, que contou também com a participação dos jornalistas Diego Junqueira e Juca Guimarães.
Rytenband avalia que o País começava a dar os primeiros sinais de melhora no ambiente econômico, que vivia o pior momento desde a crise de 1929. Ele, no entanto, afirma que é muito cedo para cravar o fim da crise.
— Não dá para a gente ficar esperando uma crise política acabar. A crise é muito grave. [...] Dizer que você está saindo da crise é otimista demais quando você tem ainda 14 milhões de desempregados.
Para o economista, os 14,1 milhões de desempregados representam um custo social muito grande para a economia nacional, já que afeta diretamente o consumo das famílias e a geração de empregos é um indicador defasado em relação ao momento econômico.
— Quando começa uma crise, o empresário demora para demitir porque analisa que depois vai ter que recontratar outro profissional e treinar. Então, as vezes a crise começa, o desemprego segura e, de repente mergulha. Depois acontece o contrário. A economia começa a melhorar, o empresário já está traumatizado com a crise e tem cautela no momento de contratar alguém.
Na edição desta segunda-feira (22) do programa, que passará a ser semanal, Rytenband analisou dados históricos do PIB (Produto Interno Bruto), da inflação e da taxa básica de juros da economia nacional, a Selic.












