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Economia registra modesto crescimento de 0,1% e país supera recessão técnica

Economia|Do R7

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Rio de Janeiro, 28 nov (EFE).- A economia registrou um tímido crescimento de 0,1% no terceiro trimestre de 2014 ano em comparação ao segundo, superando assim a recessão técnica, impulsionada, especialmente, pela expansão de 1,7% da indústria e de 1,3% dos investimentos. O governo federal divulgou a "modesta" aceleração um dia depois de o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ter anunciado que se empenhará em ajustar as contas públicas, hoje em deficitárias, por meio da redução de despesas. Com o crescimento no período entre julho e setembro, o país conseguiu superar a recessão técnica após ter acumulado dois trimestres consecutivos de retração econômica: quedas de 0,6% no segundo e 0,2% no primeiro. Apesar da reação da indústria e do aumento dos investimentos no terceiro trimestre, o governo alertou para a diminuição da demanda interna, representada na queda de 0,3% do consumo das famílias, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O consumo familiar, que tem sido um dos principais motores da economia graças à redução da pobreza e do desemprego, foi afetado pela inflação e pela escassez de crédito. O índice não caía tanto na comparação com o trimestre anterior desde 2008, quando o Brasil sentiu os efeitos da crise internacional. Em relação ao mesmo trimestre de 2013, a demanda dos consumidores cresceu apenas 0,1%, o pior desempenho para um período de três meses nos últimos 11 anos. "Seguimos com inflação alta; os juros do trimestre foram os maiores em um ano, e o crédito, que vinha crescendo a altas taxas, começou a se desacelerar", afirmou a economista Rebeca Palis, responsável pelo estudo e coordenadora de Contas Nacionais do IBGE. O Ministério da Fazenda, em comunicado, também atribuiu a queda do consumo das famílias à escassez do crédito frente as elevadas taxas de juros, estratégia usada pelo Banco Central para tentar combater a inflação. O governo federal divulgou também hoje que nos 10 primeiros meses do ano acumulou um déficit fiscal nominal, que inclui gastos com juros, de US$ 242,2 bilhões, superior ao saldo negativo de US$ 143,8 bilhões registrados no mesmo período de 2013. A situação das contas públicas foi a principal preocupação manifestada ontem por Levy, em seu primeiro pronunciado público. O novo titular da pasta, considerado de perfil ortodoxo e apegado às medidas de austeridade, anunciou que trabalhará para que o governo consiga um superávit primário de 1,2% do PIB em 2015. A meta para 2016 e 2017 foi fixada em 2%. Apesar da saída da recessão técnica, o crescimento acumulado nos nove primeiros meses de 2014 se limitou a 0,2%, menor do que os 0,5% no acumulado do primeiro semestre. Da mesma forma, a expansão econômica do país nos últimos 12 meses até setembro reduziu para 0,7%, após ter chegado a 1,4% até junho. Esses resultados reforçam as previsões negativas dos analistas do mercado, que projetam para esse ano um crescimento só de 0,2%. Se confirmada tal previsão, o desempenho econômico será o menor desde 2009, quando o país sofreu uma contração de 0,33%, e significará uma forte desaceleração após a ligeira recuperação de 2013, quando registrou alta de 2,3%. O governo, no entanto, considera que a economia terá um crescimento mais sólido no último trimestre e em 2015. "O resultado do terceiro trimestre mostra que a economia entrou em processo de retomada do crescimento, embora em um ritmo ainda modesto", admitiu o Ministério da Fazenda em comunicado. Segundo a mesma nota, "a economia apresenta fundamentos macroeconômicos sólidos e tem todas as condições para apresentar no quatro trimestre e em 2015 um crescimento mais intenso". EFE cm/lvl

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