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Em dia fraco, Bovespa fecha perto da estabilidade 

De acordo com dados preliminares, o principal índice da Bovespa subiu 0,05%

Economia|Do R7

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Volume financeiro da sessão ficou em apenas R$ 4,6 bilhões
Volume financeiro da sessão ficou em apenas R$ 4,6 bilhões

A bolsa paulista fechou praticamente estável nesta quinta-feira (19), mantendo a sequência positiva que já alcança quatro pregões, mas novamente com giro financeiro abaixo da média, evidenciando a cautela dos investidores em relação ao recente rali.

As ações de educação lideraram a alta do Ibovespa, em meio a cobertura de posições vendidas e busca por barganhas. Mas o movimento de realização de lucro com as ações da Petrobras e Vale pressionou o principal índice da Bovespa, que fechou com variação positiva de 0,03%, a 51.294 pontos.


O volume financeiro da sessão foi de apenas R$ 4,7 bilhões, abaixo da média do mês, de R$ 7,8 bilhões.

Na visão do trader Thiago Montenegro, da Quantitas Asset Management, o segmento de commodities vem apresentando bastante volatilidade, característica de um mercado em busca de um piso e de reversão, o que explica a volatilidade na bolsa local, em especial dos papéis da Vale e Petrobras.


No caso da estatal, as preferenciais caíram 3,66%, acompanhando o declínio do petróleo, mas ainda acumulam em fevereiro alta de quase 20%.

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As preferenciais da Vale fecharam em queda de 2,51%, em sessão que incluiu dados de produção da mineradora, considerados de modo geral neutros por analistas.

Montenegro, da Quantitas, ressaltou que o fluxo de estrangeiro tem sido consistente desde o início do ano, o que ajuda a explicar o desempenho da Bovespa no acumulado do ano, embora avalie que o movimento de alta da bolsa paulista não irá se manter.


O Ibovespa acumula alta de 2,57% no ano, sendo que em fevereiro o ganho chega a 9,35% até esta quinta-feira.

Dados de fluxo de capital externo para a Bovespa mostram um saldo positivo de R$ 3,2 bilhões no ano até o dia 13 de fevereiro.

As ações das empresas de educação Kroton e Estácio Participações avançaram 9,22% e 5,73%, respectivamente, com operadores citando cobertura de posições por agentes que tinham alugado os papéis para vendê-los (short squeeze).

Mais cedo, relatório da Votorantim Corretora chamou a atenção para a possibilidade de "short squeeze" em Estácio dado o elevado nível de demanda no aluguel dos papéis, que impulsionou a taxa média de aluguel para acima de 20%.

Profissionais do mercado de renda variável também citaram algumas compras em busca de barganhas, citando que Kroton, por exemplo, acumulava até a véspera perda ao redor de 30% em 2015, enquanto Estácio recuava quase 22%.

As ações de Kroton e Estácio vêm sofrendo desde o início do ano após mudanças nas regras do programa de financiamento estudantil Fies no final de 2014, em meio a incertezas sobre o impacto nas empresas após forte valorização das ações nos últimos anos.

A ação da fabricante de ônibus Marcopolo disparou 7,69%, com operadores citando que está difícil alugar papéis da empresa, já que quase 10% das ações negociadas no mercado são alugadas.

Operadores também atrelaram a alta a especulações em torno de um comunicado da empresa informando reunião do Conselho de Administração no dia 23 de fevereiro para deliberar sobre dividendos do exercício 2014, juros do exercício 2015 e recompra de ações.

Outro suporte relevante para a nova alta do Ibovespa veio de BB Seguridade, que subiu 4,38%, após o JPMorgan elevar a recomendação da ação para "overweight", avaliando que é um dos melhores nomes para "navegar o ambiente macro no Brasil devido à baixa dependência de atividade econômica".

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