Em entrevista, ministro Marcos Pereira afirma que burocracia diminui a competitividade da indústria brasileira
Segundo estudo da ONU, obrigações exigem até 2.600 horas de adaptação da indústria ao mercado brasileiro
Economia|Do R7

Em seis meses de atuação no Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira já enfrentou diversos tipos de desafio, principalmente pelo período econômico difícil. Representantes do setor querem mais facilidades para abrir negócios, bem como estímulos para aumento de produção e diminuição da burocracia.
Em entrevista a IstoÉ Dinheiro publicada no último sábado (10), o ministro afirmou que a burocracia que impera no Brasil dificulta a competitividade das empresas nacionais, por impor “obrigações acessórias”, que em média exigem mais de 2.600 horas de adaptação.
Para diminuir a carga de exigências das empresas que operam no Brasil, o Ministério está criando o Portal Único do Comércio Exterior, para facilitar a exportação e importação, que exigiu coordenação com mais de 22 órgãos federais e deve diminuir o prazo de treze para oito dias e o de importação de dezessete para dez dias. Segundo estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas) a medida deve gerar economias da ordem de R$ 78 bilhões anualmente, além de zerar o uso de papel.
Marcos Pereira também afirmou não temer o protecionismo econômico anunciado pelo recém-eleito Donald Trump, e lembrou que o Brasil é um parceiro próximo dos Estados Unidos há muito tempo.
“Ele falou muito em protecionismo na campanha, mas agora é necessário ver o que fará”, acrescentando também que o principal parceiro atual do Brasil é a China.












