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Em jantar, Levy recebe apoio de empresariado

O grupo de empresários costuma se reunir de maneira informal, mas periódica

Economia|Do R7

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Joaquim Levy, ministro da Fazenda, que teve o evento organizado em seu apoio
Joaquim Levy, ministro da Fazenda, que teve o evento organizado em seu apoio

O empresário Carlos Alberto Sicupira, mais conhecido como Beto Sicupira, recebeu na quarta-feira (2) em sua casa, em São Paulo, grandes empresários e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. O ponto central do encontro foi a discussão de medidas que possam garantir o ajuste fiscal e evitar que o Brasil perca o selo de bom pagador das agências internacionais de classificação de risco que avaliam o grau de investimento dos países.

O encontro também foi organizado para prestar apoio a Levy, que nos últimos dias pareceu fragilizado e na iminência de perder o cargo. Os empresários têm o ministro em alta conta por considerá-lo "profissional com espírito público e profundo conhecimento das contas do governo", conforme definiu à reportagem um dos participantes do jantar.


O grupo de empresários, que costuma se reunir de maneira informal, mas periódica, para discutir grandes temas nacionais, conta com pesos pesados da economia brasileira. O anfitrião, Beto Sicupira, é sócio de empresas globais, como a cervejaria Anheuser-Busch Inbev, dona da marca Brahma, e a rede fast food Burger King, em parceria com os investidores Jorge Paulo Lemann e Marcel Telles.

Também estavam presentes Edson Bueno, maior controlador da rede de laboratórios Dasa; Jorge Gerdau, da siderúrgica Gerdau; Pedro Passos, fundador e sócio da Natura; Josué Gomes, presidente do grupo têxtil Coteminas; Carlos Jereissati, controlador de redes de shopping center e com importante participação na empresa de telefonia Oi; João Moreira Salles, filho do banqueiro Pedro Moreira Salles, que tem participação no Itaú Unibanco; Mateus Bandeira, presidente da consultoria fundada por Vicente Falconi, além do próprio especialista em gestão.


Agendas

Os empresários defendem duas agendas de reformas fiscais, uma de curto prazo e outra de caráter estrutural, que demanda tempo. No curto prazo, defendem cortes pontuais de gastos, como suspender desonerações e melhorar os desembolsos em áreas sociais, em especial a gestão dos gastos com saúde, qualificados como "uma bagunça" por outro empresário com quem a reportagem conversou.


Levy explicou como estava o andamento do ajuste e que seria necessário aumentar impostos, que não é uma alternativa palatável para o setor empresarial. "Existe um falso dilema em discussão: de que aumentos de impostos podem preservar benefícios sociais no Brasil", disse um dos empresários.

— Mas a verdade é que aumento de impostos penaliza justamente a população com menor poder aquisitivo", afirmou ele. Para o grupo, aumentos de impostos seria uma alternativa amarga demais no "momento em que a economia está padecendo.


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As ações da agenda de longo prazo ainda exigiriam um estudo mais aprofundado, mas entre os temas que com certeza devem ser incluídos está a reforma da Previdência.

— O que precisa ficar claro é que todos nós estamos dispostos a contribuir com propostas e fazer a nossa parte.

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