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Embaixador diz que EUA quer minerais cítricos brasileiros, mas pede adiamento de negociação

Comitiva de empresários brasileiros faria viagem em agosto para conversar com setor privado nos EUA

Economia|Do Estadão Conteúdo

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RESUMO DA NOTÍCIA

  • A missão comercial de empresários brasileiros aos EUA para negociar tarifas deve ser adiada para setembro ou outubro, segundo o embaixador interino americano, Gabriel Escobar.
  • A tarifa de 50% anunciada pelo presidente Trump já poderá estar em vigor em agosto, complicando a situação.
  • O Ibram discutirá a nova data da viagem e o interesse dos EUA em acordos com o setor mineral brasileiro, especialmente sobre minerais críticos.
  • A comitiva pode incluir empresários de outros setores e há preocupação com o impacto das importações sobre custos na mineração.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Empresários do setor de mineração se reuniram com embaixador dos EUA para discutir tarifaço
Empresários do setor de mineração se reuniram com embaixador dos EUA para discutir tarifaço Sigma/Divulgação

A missão comercial de empresários brasileiros que irão aos Estados Unidos negociar o tarifaço deveria ser postergada, segundo o Encarregado de Negócios e embaixador interino dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar.

Isso porque, como o mês de agosto é de férias, seria mais efetivo que a comitiva viajasse em setembro ou outubro àquele país, disse Escobar, em visita ao Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) na tarde da quarta-feira (23).


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Isso significaria, porém, que a tarifa de 50% anunciada pelo presidente americano Donald Trump já estaria em vigor há algum tempo, já que a previsão é que seja efetivada em 1º de agosto.

Solicitada pelo representante norte-americano, a reunião foi realizada com o presidente do Ibram, Raul Jungmann, e o vice-presidente, Fernando Azevedo, na sede do instituto, em Brasília.


Na pauta estava a missão comercial anunciada pelas mineradoras que atuam no Brasil aos EUA e o interesse daquele país em possíveis acordos com o setor mineral brasileiro, principalmente com relação aos minerais críticos e estratégicos.

Segundo comunicado do Ibram, Escobar demonstrou interesse na Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos em preparação pelo governo brasileiro, bem como iniciativas parlamentares nesse mesmo contexto.


O Ibram ainda discutirá sobre a data da viagem com seus associados.

Apesar de ter sido organizada inicialmente pelo setor de mineração, a comitiva pode abrigar empresários de outros setores como sugerido pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.


“Já tínhamos essa intenção, e o vice-presidente apoiou a ideia do setor privado brasileiro conversar com o setor privado nos EUA e, havendo disposição, também com o Congresso e o governo norte-americano”, afirmou Jungmann na segunda-feira (21).

De acordo com Jungmann, apesar de o cenário em relação à sobretaxa ainda estar bastante incerto, as empresas “ficam no aguardo mas vão tomando providências”. Isso porque há um fluxo de produção, logística e contratual que precisa ser respeitado e que tem impactado cada empresa de forma diferente.

No caso da mineração, os EUA respondem por 20% das importações e 3,5% das exportações do setor. “Principalmente as importações geram grande preocupação”, disse o executivo. Isso por conta da perspectiva de reciprocidade, que pode encarecer custos da área. Além de minério, o setor importa máquinas pesadas, como caminhões acima de 100 toneladas de capacidade de carga, escavadeiras e carregadeiras, moinhos e outros equipamentos de grandes dimensões.

Cada setor tem cartas que pode levar à mesa para as negociações. No caso da mineração, por exemplo, a produção de terras raras, essenciais à tecnologia, inovação e defesa, vinha sendo negociado pelo governo Biden e também interessa a Trump. “O interesse dos EUA permanece em minerais críticos estratégicos”, afirmou o executivo.

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