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Emprego na indústria do Brasil cai pelo 48º mês seguido, segundo IBGE

Resultado da comparação com setembro de 2014 é o mais intenso as série histórica

Economia|Do R7

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O pessoal ocupado assalariado caiu tanto no fechamento do terceiro trimestre deste ano (-6,8%) como no acumulado no ano (-5,7%)
O pessoal ocupado assalariado caiu tanto no fechamento do terceiro trimestre deste ano (-6,8%) como no acumulado no ano (-5,7%) José Paulo Lacerda

O emprego na indústria do Brasil caiu pelo 48º mês seguido em setembro deste ano em relação ao mesmo mês de 2014, de acordo com informações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgadas nesta quinta-feira (19). A queda de 7% nessa comparação é a mais intensa da série histórica, que começou em dezembro 2000.

Apenas no mês de setembro, o total do pessoal ocupado assalariado na indústria mostrou queda de 0,7% frente ao patamar do mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, nono resultado negativo consecutivo, acumulando nesse período perda de 6,1%.


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O pessoal ocupado assalariado recuou tanto no fechamento do terceiro trimestre de 2015 (-6,8%) como no índice acumulado no ano de 2015 (-5,7%). O índice acumulado nos últimos 12 meses, ao recuar 5,4%, em setembro de 2015, manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1,0%).

Setores


No confronto com igual mês do ano anterior, o emprego industrial recuou 7% em setembro de 2015, com o contingente de trabalhadores apontando redução nos dezoito ramos pesquisados, com destaque para as pressões negativas vindas de meios de transporte (-12,4%), máquinas e equipamentos (-10,6%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-14,7%), alimentos e bebidas (-2,9%), produtos de metal (-10,6%), borracha e plástico (-8,4%), outros produtos da indústria de transformação (-10,3%), vestuário (-6,9%), produtos têxteis (-9,6%), minerais não-metálicos (-6,9%), metalurgia básica (-8,1%), calçados e couro (-5,9%), papel e gráfica (-3,2%), madeira (-6,5%) e indústrias extrativas (-4,3%).

No índice acumulado nos nove meses do ano, o emprego industrial mostrou queda de 5,7%, com taxas negativas nos dezoito setores investigados.


As contribuições negativas mais relevantes sobre a média nacional vieram de meios de transporte (-10,6%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-13,3%), produtos de metal (-10,5%), máquinas e equipamentos (-7,6%), alimentos e bebidas (-2,5%), outros produtos da indústria de transformação (-9,3%), vestuário (-5,6%), calçados e couro (-7,2%), metalurgia básica (-6,9%), borracha e plástico (-3,3%), produtos têxteis (-4,4%), papel e gráfica (-3,5%), minerais não-metálicos (-3,3%), indústrias extrativas (-4,6%) e refino de petróleo e produção de álcool (-5,1%).

Número de horas pagas acumulou queda de 6,4% no ano

Em setembro deste ano, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, apontou recuo de 0,8% frente ao mês imediatamente anterior, sétima taxa negativa consecutiva, acumulando nesse período perda de 6,3%.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria mostrou redução de 7,8%, em setembro de 2015, vigésima oitava taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto e a mais intensa desde o início da série histórica.

Folha de pagamento real recua 9,1% em setembro 2015 frente a setembro 2014

Em setembro deste ano, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria ajustado sazonalmente recuou 1,6% frente ao mês imediatamente anterior, terceiro resultado negativo consecutivo, acumulando nesse período redução de 4,5%.

No índice desse mês, verifica-se a influência negativa tanto da indústria de transformação (-1,6%), que permaneceu apontando taxas negativas pelo nono mês seguido, como do setor extrativo (-2,9%), após avançar 2,1% no mês anterior.

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