Emprego na indústria tem 24º resultado negativo em setembro deste ano
Na comparação com o ano passado, a queda foi de 1,4%
Economia|Do R7

O emprego industrial teve queda de 0,4% em setembro na comparação com agosto, na série livre de influências sazonais (típicas de cada período). Essa foi a quinta taxa negativa consecutiva nesse tipo de confronto, acumulando nesse período perda de 1,7%, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Já na comparação com o ano anterior, esse foi o 24º resultado negativo, com queda de 1,4% no índice mensal, e o mais intenso desde setembro do ano passado (-1,9%).
Com isso, o índice teve queda de 0,4% também no trimestre encerrado em setembro frente ao nível do mês anterior e permaneceu com a trajetória descendente iniciada em abril deste ano.
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Na série com ajuste sazonal, o emprego industrial apontou recuo de 0,9% no terceiro trimestre de 2013 na comparação com o trimestre imediatamente anterior, após assinalar taxas negativas no primeiro (-0,2%) e segundo (-0,1%) trimestres do ano.
Pessoal ocupado
Nas comparações contra iguais períodos do ano anterior, o total do pessoal ocupado assalariado recuou tanto no fechamento do terceiro trimestre de 2013 (-1,2%), como no índice acumulado dos nove meses do ano (-0,9%).
A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao recuar 1% em setembro de 2013, prosseguiu com a ligeira redução na magnitude de queda iniciada em fevereiro (-1,5%).
Região
O principal impacto negativo sobre a média global foi observado na região Nordeste (-6,3%), pressionado em grande parte pelas taxas negativas em 14 dos 18 setores investigados, com destaque para a redução no total do pessoal ocupado nas indústrias de alimentos e bebidas (-10%), calçados e couro (-8%), vestuário (-4,5%), minerais não metálicos (-6,4%), refino de petróleo e produção de álcool (-11,6%), produtos têxteis (-5,6%), indústrias extrativas (-8,1%), produtos de metal (-5,7%) e borracha e plástico (-4%).
Vale citar também os resultados negativos assinalados por São Paulo (-0,8%), Bahia (-6,4%), Pernambuco (-6,5%), Rio Grande do Sul (-1,4%) e Minas Gerais (-1,2%).
Número de horas pagas
Em setembro deste ano, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, recuou 0,6% frente ao mês imediatamente anterior, quinta taxa negativa consecutiva, acumulando nesse período perda de 2,8%.
Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral, ao recuar 0,5% no trimestre encerrado em setembro frente ao nível do mês anterior, repetiu a magnitude de queda registrada nos meses de julho e agosto. Ainda na série com ajuste sazonal, na comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o número de horas pagas mostrou recuo de 1,6% no período julho-setembro de 2013, após registrar variação positiva de 0,3% no segundo trimestre do ano.
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No confronto setembro deste ano contra setembro do ano passado, o número de horas pagas mostrou queda de 1,5%, quarto resultado negativo consecutivo nesse tipo de comparação e o mais intenso desde fevereiro último (-2,3%).
Nas comparações contra iguais períodos do ano anterior, o total do número de horas pagas apontou perda tanto no fechamento do terceiro trimestre de 2013 (-1,2%), como no índice acumulado dos nove meses do ano (-1%). A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao recuar 1% em setembro de 2013, prosseguiu com a redução na magnitude de queda iniciada em fevereiro último (-2%).
Em setembro de 2013, o número de horas pagas apontou recuo de 1,5% no confronto com igual mês do ano anterior, com taxas negativas em dez dos 14 locais e em 14 dos 18 ramos pesquisados. Em termos setoriais, as principais influências negativas vieram de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-5,5%), produtos têxteis (-6,2%), calçados e couro (-5,6%).
Valor da folha de pagamento real
O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria em setembro deste ano ajustado sazonalmente avançou 1,6% frente ao mês imediatamente anterior, recuperando parte da perda de 2,3% observada em agosto último.
Vale destacar que nesse mês verifica-se a clara influência da expansão de 8,5% registrada pelo setor extrativo, já que a indústria de transformação apontou avanço mais moderado (0,8%).
No confronto com igual mês do ano anterior, o valor da folha de pagamento real mostrou crescimento de 2,5% em setembro de 2013, após apontar variação nula (0%) em agosto.
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Também se observou expansão no fechamento do terceiro trimestre do ano (2%) e no índice acumulado dos nove meses de 2013 (2,5%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior.
A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao crescer 3,8% em setembro de 2013, assinalou resultado próximo do registrado nos meses de maio (3,9%), junho (3,8%), julho (3,9%) e agosto (3,7%).
Na comparação com igual mês do ano anterior, o valor da folha de pagamento real apontou expansão de 2,5% em setembro de 2013, com resultados positivos em 11 dos 14 locais investigados. A maior influência positiva sobre o total nacional foi verificada em São Paulo (2%), impulsionada pelo aumento no valor da folha de pagamento real em 11 das 18 atividades investigadas.
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