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Empresa de Eike refinancia dívida de R$ 400 mi com Caixa e Santander

A construtora naval OSX conseguiu o dinheiro 17 dias após  o vencimento do empréstimo

Economia|Do R7

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As ações da OSX, que registram queda de 95% no acumulado do ano, subiram após a notícia do refinanciamento
As ações da OSX, que registram queda de 95% no acumulado do ano, subiram após a notícia do refinanciamento

A endividada OSX, construtora naval controlada pelo empresário Eike Batista, conseguiu algum alívio ao obter refinanciamento de empréstimo de R$ 400 milhões, após 17 dias do seu vencimento, disseram duas fontes com conhecimento da situação nesta terça-feira (5).

A estatal Caixa Econômica Federal e o Banco Santander Brasil SA, que forneceu garantia para tornar o empréstimo viável, concordaram em rolar a linha de crédito por um período adicional de 12 meses, de acordo com as duas fontes.


As fontes não puderam ser identificadas por conta das regras de sigilo bancário. O Santander Brasil concordou em garantir 100% do empréstimo, acrescentou uma das fontes.

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A Caixa e Santander Brasil não tinham um comentário imediato sobre o refinanciamento do empréstimo. A OSX não confirmou a informação.

As ações da OSX subiram após a notícia do refinanciamento. A ação, que registra uma queda de 95% no acumulado deste ano, reverteu as perdas iniciais e subia 20,75%, para R$ 0,64, às 17h12.


O refinanciamento vem depois de a companhia de petróleo controlada por Eike, a OGX, ter entrado com pedido de recuperação judicial na semana passada, o que melhora as chances de a OSX evitar o mesmo destino.

Quase todos os negócios da OSX, na qual a Hyundai Heavy Industry Coreia detém 10 por cento, dependem da OGX, uma vez que a petroleira afreta plataformas da companhia de construção naval.


A OSX tinha dívidas de R$ 5,3 bilhões até junho, com R$ 1,1 bilhão na Caixa Econômica Federal.

A empresa disse na semana passada que poderá exercer direito legal à recuperação judicial, caso administração considere isso medida adequada. Afirmou ainda que a empresa estuda diversas iniciativas de reestruturação, incluindo potenciais combinações empresariais.

Como outras empresas do EBX, os problemas da OSX seguem as dificuldades da OGX, carro-chefe do grupo, que não está conseguindo produzir petróleo suficiente para pagar suas dívidas.

A empresa não conseguiu cumprir suas metas de produção de petróleo ambiciosas. Depois de iniciar atividades em seu primeiro campo no início de 2012, a OGX deixou de atingir metas, apesar de tranquilizar os investidores de que grandes quantidades de petróleo fluiriam em breve.

Tendo dito uma vez que a OGX seria capaz de produzir 1,4 milhão de barris de óleo equivalente por dia em 2018, ou mais da metade da produção atual do Brasil, a empresa nunca produziu mais de 1% do que isso.

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