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Energia seria até 90% mais cara sem modelo de concessões, diz governo 

Secretário de Minas e Energia defende distribuição feita em cotas pela pasta

Economia|Do R7

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Governo quer aprovar medida provisória para o setor
Governo quer aprovar medida provisória para o setor

O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, disse nesta terça-feira (16) que o custo da energia atualmente estaria entre 80% e 90% maior se o governo federal não tivesse distribuído em cotas a energia das concessões renovadas.

As informações são de uma nota que o governo federal está preparando e pretende divulgar até o fim do ano para defender a implantação da Medida Provisória 579, de renovação das concessões do setor elétrico com distribuição da energia das geradoras aos consumidores atendidos no mercado regulado.

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Ao renovar concessões de usinas em 2012, o governo federal distribuiu a energia dessas geradoras aos consumidores por meio das concessionárias de distribuição de energia.

O governo anunciou na época que a medida implicaria numa queda média no preço de energia de 20% para os consumidores.

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Mas a estiagem que elevou custos de operação do sistema elétrico desde o ano passado, com a forte redução do nível dos reservatórios das hidrelétricas, obrigando acionamento de térmicas, mitigou a percepção da redução do preço da energia pela distribuição das cotas, segundo o governo.

Zimmermann afirma que a distribuição das cotas reduziu a exposição das distribuidoras à contratação de energia mais cara no mercado de curto prazo.

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— O problema conjuntural deste ano seria mais agravado se não tivesse ocorrido a MP 579.

O alto custo da energia atualmente tem sido tema de discussões durante a campanha eleitoral presidencial, em que o tema é usado por adversários da presidente Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição, para apontar problemas de gestão do governo atual no setor elétrico.

Zimmermann disse a jornalistas, após participar do evento Energy Summit, em São Paulo, que o estudo não foi feito com foco num processo eleitoral.— Acho que não tem sentido misturar isso com eleição. Nós estamos falando de um assunto técnico aqui, não tem nada a ver com o processo eleitoral.

O presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim, também presente no evento, acrescentou que a distribuição da energia das cotas ajudou a reduzir a descontração das distribuidoras no momento em que geradores com energia disponível não estavam ofertando eletricidade nos leilões para essas concessionárias.

Geradoras prefeririam não oferecer a energia existente nos certames devido ao preço de curto prazo estar bem mais alto do que o que elas podiam praticar no leilão.

— A descontração poderia ser muito maior se não tivéssemos a MP com distribuição de cotas.

As descontração das distribuidoras de energia foi o principal fator que elevou os custos das empresas no curto prazo, já que elas tinham que comprar energia mais cara para cobrir a exposição.

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