Estoque de crédito no Brasil avança 0,4% em junho, puxado por apetite de famílias
Economia|Do R7
BRASÍLIA (Reuters) - O estoque total de crédito no Brasil subiu 0,4% em junho sobre maio, a 3,296 trilhões de reais, informou o Banco Central nesta sexta-feira, num movimento puxado pelo apetite das famílias.
Enquanto o saldo geral de financiamentos das pessoas físicas subiu 0,6% no período, o das empresas teve alta de apenas 0,1% na mesma base de comparação.
No acumulado do primeiro semestre, o estoque geral de crédito avançou 1,2%, apontou o BC. Novamente o avanço de 4,5% do crédito às famílias foi responsável pelo desempenho, já que o crédito às pessoas jurídicas teve baixa de 2,9% de janeiro a junho.
Em 12 meses, a expansão geral do estoque alcançou 5,1%. Para o ano, a expectativa do BC é de avanço de 6,5%, patamar que revisou para baixo em junho ante expectativa anterior de 7,2%.
Apesar de a taxa básica de juros, a Selic, seguir na mínima histórica de 6,5% há mais de um ano, com perspectivas de novas quedas a partir na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da próxima semana, o movimento do crédito ainda não ganhou ímpeto, em meio à lentidão econômica e alta taxa de desemprego.
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CUSTO DO CRÉDITO
Em junho, os juros médios recuaram ligeiramente a 38,3% ao ano, sobre 38,5% em maio, dado que considera apenas o segmento de recursos livres, no qual as taxas são definidas livremente pelas instituições financeiras.
O spread, que mede a diferença entre a taxa de captação dos bancos e a cobrada a seus clientes, teve alta de 0,4 ponto no mesmo período, a 31,5 pontos percentuais.
Por sua vez, a inadimplência em recursos livres caiu 0,1 ponto, a 3,8%, mostrou o BC.
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(Por Marcela Ayres)












