Eurogrupo pede propostas críveis à Grécia, mas não descarta sua saída do euro
Economia|Do R7
Bruxelas, 7 jul (EFE).- Os ministros de Economia e Finanças da zona do euro, o Eurogrupo, pediram nesta terça-feira que a Grécia apresente propostas críveis para continuarem a negociar após o referendo de domingo, mas sem descartar uma eventual saída do país do euro. O comissário europeu de Assuntos Econômicos e Financeiros, Pierre Moscovici, afirmou em sua chegada à reunião do Eurogrupo que o Executivo comunitário "não se resigna com um 'grexit', que seria um fracasso coletivo terrível". Ao mesmo tempo reivindicou ao governo do primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, "respostas concretas, tangíveis, eficazes e críveis". O ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, afirmou em sua chegada que esperam com interesse as novas propostas do governo grego e advertiu que "sem um programa é difícil ajudar a Grécia dentro da zona do euro". Sobre uma eventual saída da Grécia do euro, afirmou que "isso depende do governo grego". "O 'grexit' não é nosso objetivo, mas se não houver um pacote de reformas crível não se pode exclui-lo", comentou o vice-presidente da Comissão Europeia (CE) para o Euro, Valdis Dombrovskis. "Não estamos forçando a Grécia para fora do euro, pelo contrário, estamos tentando fazer tudo o que podemos para mantê-la no euro, mas essa decisão é deles", ressaltou o ministro de Finanças da Finlândia, Alexader Stubb. "Respeitamos completamente o resultado do referendo, a porta das negociações continua aberta, mas ao mesmo tempo ela tem condições e acho que estamos ficando sem tempo para 20 de julho", quando a Grécia deve honrar um pagamento de 3,5 bilhões de euros ao Banco Central Europeu (BCE), disse Stubb. "Não, não estamos dispostos a aliviar a carga da dívida da Grécia, já fizemos em 2011 e em 2012", acrescentou. O ministro de Finanças da Letônia, Janis Reirs, foi o que mais abertamente se mostrou a favor de uma saída da Grécia do euro ao afirmar que "se em um sistema há um elemento que não funciona, às vezes a partida deste elemento não causa dano ao sistema, em alguns momentos é inclusive melhor". "Pessoalmente sou mais bem cético de que um acordo seja alcançado hoje", disse o titular eslovaco, Peter Kazimir, que sustentou que prolongar este debate e as discussões seria prejudicial à Grécia e à zona do euro em seu conjunto. "Estamos desiludidos com o resultado do referendo, mas temos que respeitá-lo", acrescentou, mas lembrou que a vitória do "não" à última oferta dos credores "não mudou a realidade econômica da Grécia". Perguntado acerca do alívio da dívida reivindicado por Atenas, Kazimir sustentou que para seu país é "simplesmente impossível", embora tenha deixado a porta aberta a algum tipo de reestruturação, dependendo das propostas gregas. "Tudo dependerá das propostas gregas", continuou, e assegurou que "o grexit (a saída da Grécia do euro) é uma decisão que será tomada em Atenas". O ministro italiano, Pier Carlo Padoan, pediu que a Grécia mostre nas reuniões de hoje "espírito construtivo" e insistiu que o debate servirá também "para começar a discutir como progredir na união monetária, que com esta lição vimos que é necessário". O titular de Economia da Espanha, Luis de Guindos, advertiu que "o tempo é cada vez mais curto". "Estamos nos últimos segundos desta situação. O tempo tem cada vez um valor mais essencial e perdemos muito tempo", insistiu. EFE mrn-mtm-emm-bb/cd (foto) (vídeo)












