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Falta d’água em SP pode afetar indústria sueca, diz imprensa do país europeu

Câmara de Comércio Sueco-Brasileira afirma que não recebeu reclamação das empresas

Economia|Do R7

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Chanceler Margot Wallström prometeu responder em breve quais as providências que irá tomar
Chanceler Margot Wallström prometeu responder em breve quais as providências que irá tomar

A falta de água no Estado de São Paulo foi assunto na imprensa sueca, por ter chance de afetar as indústrias do país europeu. Isso porque o Estado paulista concentra grande número de empresas suecas e é considerado “a segunda maior área industrial sueca”. Fica atrás apenas da cidade sueca Gotemburgo.

De acordo com a Câmara de Comércio Sueco-Brasileira (Swedcham), há 120 empresas suecas no Brasil, a maioria delas está em São Paulo. No entanto, o diretor executivo da Câmara, Jonas Lindström, as empresas não estão sendo afetadas pela estiagem dos últimos meses no Estado.


No início da semana, a rádio pública da Suécia (Sverigesradio) fez uma abordagem sobre o problema em São Paulo e as suas possíveis consequências. A correspondente da rádio sueca, baseada no Rio de Janeiro, enviou uma reportagem sobre a abordagem do tema na imprensa brasileira e o público iniciou uma sequência de perguntas sobre “quais os danos que isso poderá causar à economia do país (Suécia), considerando a importância de São Paulo para a indústria sueca”.

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Logo o restante da imprensa iniciou o debate em torno dos problemas que a Suécia poderá vir a ter com a falta de água em São Paulo. A TV pública da Suécia, SVT, também reportou o assunto e lançou a mesma dúvida às autoridades do país.

O R7 fez a mesma pergunta à chanceler da Suécia, Margot Wallström, recém-chegada ao cargo. A ministra sueca fez, nesta sexta-feira (24), uma apresentação de prioridades da política externa do governo sueco para jornalistas, e pareceu surpreendida pela pergunta. Ela prometeu responder em breve quais as providências que irá tomar.


— Eu não tenho nenhuma resposta para você hoje. Eu sei que está acontecendo algo e eu prometo responder em breve, tão logo eu receba mais informações sobre o problema. Eu não posso, no momento, falar algo concreto sobre isso, mas prometo fazê-lo.

O embaixador do Brasil na Suécia, Marcos Vinicius Pinta Gama, disse que o assunto ainda não foi abordado pelas autoridades suecas com a embaixada brasileira, embora considere o tema importante, e, por isso, o Itamaraty ainda não fez uma instrução específica sobre o assunto.

Suécia e Brasil desenvolvem uma grande parceria comercial e industrial. A presença das empresas suecas em solo brasileiro datam de 1891, tendo o fornecimento do primeiro telefone, pela empresa sueca Ericsson, como o marco inaugural.

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