Financiamentos imobiliários batem recorde em 2013
Setor vê alta de 15% para o ano de 2014
Economia|Do R7
Os financiamentos imobiliários no Brasil bateram recorde em 2013, ano em que avançaram 32% sobre o ano anterior, e a expectativa é que em 2014 haja um crescimento de 15% nos financiamentos, divulgou nesta terça-feira (21) a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).
Os financiamentos imobiliários no Brasil em 2013 somaram R$ 109,2 bilhões. Para 2014, a estimativa da Abecip é que os financiamentos somem R$ 126 bilhões.
No mês de dezembro, somente, os financiamentos imobiliários subiram 17% ante mesmo mês de 2012, a R$ 10,4 bilhões.
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Em número de unidades, foram financiados 529,8 mil imóveis no acumulado do ano, avanço de 17% sobre o consolidado do ano anterior. Em dezembro, o crescimento foi de 19% sobre o mesmo mês de 2012, a 50,9 mil unidades.
Em comunicado, a Abecip afirmou que a trajetória de recuperação do mercado imobiliário no País tornou-se "muito expressiva" a partir do segundo trimestre de 2013, depois de iniciar o ano com comportamento contido.
O presidente da associação, Octavio de Lazari Junior, afirmou em coletiva de imprensa que o ritmo de atividades superou estimativas, lembrando que a entidade tinha projetado em meados do ano passado uma expansão anual de 15% a 20% nos financiamentos imobiliários em 2013.
— As empresas de construção civil superaram a fase de ajustes do ano anterior.
Lazari Junior ressaltou ainda que o crescimento dos financiamentos imobiliários em 2012 havia sido de apenas 3,6%, ano caracterizado por "um freio de arrumação" por parte das empresas do setor.
A busca por crédito por parte das companhias subiu 15% em 2013, a R$ 32,2 bilhões, depois de ter caído 20% no ano anterior, informou.
Entre as pessoas físicas, o avanço foi de 41% no ano, a R$ 76,9 bilhões, sustentado, segundo Lazari Junior, pela manutenção dos chamados "pilares do crescimento" — emprego, renda, baixa inadimplência, e confiança do consumidor —, a despeito da deterioração de expectativas macroeconômicas.
Para 2014, ele estimou que as duas categorias mostrarão aumento na procura por crédito imobiliário, mas com uma desaceleração: a expansão deverá ser de cerca de 30% para mutuários, e de 10% a 12% para as empresas.















