Funcionário da Petrobras morre em refinaria e sindicato culpa estatal
Supervisor de mecânica integrava a equipe de contingência durante a greve
Economia|Do R7, com Reuters
A FUP (Federação Única dos Petroleiros) informou, nesta sexta-feira (6), que o supervisor de mecânica, Pedro Alexandre Bagatin, de 48 anos, que integrava a equipe de contingência da Repar, infartou na noite de quinta-feira (5), dentro da refinaria e faleceu na manhã desta sexta.
A federação afirma que o funcionário foi vítima da “irresponsabilidade dos gestores da Petrobras, ao tentar manter a produção a qualquer custo durante a greve dos petroleiros, delegando a operação das unidades a equipes de contingência insuficientes”.
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A FUP afirma, por meio de nota em seu site, que lamenta o ocorrido e se solidariza com a família do petroleiro. De acordo com a federação, o movimento sindical tem denunciado, desde o início da greve, os riscos que os gestores da Petrobras vêm expondo os trabalhadores.
— Os sindicatos continuam denunciando as condições inseguras de trabalho das equipes de contingência, que, em várias unidades, estão trabalhando há mais 72 horas. Já houve incidentes graves na Lubnor (CE) e na Recap (SP). As gerências, no entanto, têm se recusado a negociar a substituição desses trabalhadores e a garantia de cotas de produção, como prevê a Lei de Greve.
O Comando de Greve da FUP e o Sindipetro-PR/SC preparam um ato político no domingo (8), em frente à Repar, em protesto contra a insegurança e as arbitrariedades da Petrobras.
Segundo a agência de notícias Reuters, a federação informou também que o número de unidades marítimas da Petrobras na Bacia de Campos atingidas pela greve caiu para 46 nesta sexta-feira, ante 48 unidades na quinta. No novo levantamento, a federação informou que 26 destas unidades estão com as operações completamente paradas, ante 30 informadas no dia anterior.
Negociação
Nesta sexta-feira, a federação recebeu um documento da Petrobras agendando negociação na segunda-feira (9), às 9h, no Edise. A FUP afirma que, após mais de cem dias ignorando as reivindicações da categoria, a empresa, finalmente, se dispõe a negociar a Pauta pelo Brasil.












