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Funcionários das companhias aéreas descartam nova greve nesta sexta-feira

Aeronautas e aeroviários pedem aumento salarial de 8,5%, e companhias oferecem 6,5%

Economia|Do R7

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Paralisação do setor aconteceu das 6h às 7h desta quinta-feira
Paralisação do setor aconteceu das 6h às 7h desta quinta-feira

Após cruzarem os braços por uma hora, das 6h às 7h, nesta quinta-feira (22), os aeronautas e aeroviários decidiram trabalhar normalmente nesta sexta-feira (23), mesmo sem terem as reivindicações atendidas pelos patrões do setor.

A razão da suspensão “temporária da greve” é a retomada das negociações da campanha salarial das categorias, marcada para acontecer às 14h, no TST (Tribunal Superior do Trabalho), em Brasília, entre o SNEA (Sindicato Nacional das Empresas Aéreas), a FENTAC/CUT (Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil) e os sindicatos filiados.


Com a paralisação dos trabalhadores que atuam dentro dos aviões (aeronautas) e também daqueles direcionados para a realização do check-in (aeroviários), praticamente 17% dos voos do País tiveram atraso. A greve atingiu os aeroportos brasileiros comandados pela Infraero e pela GRU Airport.

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Os trabalhadores do setor pedem por um reajuste de 8,5% nos salários, com ganho real, a aplicação deste índice nos Vale Refeição e Alimentação e melhores condições de trabalho. Por outro lado, o SNEA, que representa as companhias TAM, Gol, Avianca e Azul, ofereceu na última rodada de negociação, ocorrida no dia 19 de janeiro, um aumento de 6,5% nos salários e 8% nos benefícios.


Segundo o presidente da FENTAC/CUT, Sergio Dias, os protestos nos aeroportos chamaram a atenção das empresas aéreas e da sociedade sobre as condições dos profissionais na aviação civil.

— A paralisação foi excelente, pois contou com a adesão maciça dos trabalhadores de todos os aeroportos do País. O resultado foi surpreendente em todas as bases da Federação.


 “Impacto mínimo”

Em nota, a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) e o SNEA informaram que a paralisação de uma hora teve um “impacto mínimo junto aos passageiros".

A Gol disse que com a paralisação de profissionais do setor nesta manhã, dos 45 voos da companhia previstos para decolar neste período, 27 registraram atrasos acima de 30 minutos em todo o País.

A Azul afirma que todos os voos programados foram mantidos. De acordo com a companhia, as operações estão ocorrendo normalmente desde o começo da manhã, registrando "apenas alguns pequenos atrasos". Apesar disso, a empresa aérea não detalhou o número de decolagens atrasadas.

A TAM Linhas Aéreas registrou 25 atrasos acima de 30 minutos de um total de 43 voos programados em decorrência do movimento grevista. Segundo a companhia, os clientes afetados podem fazer a remarcação dos bilhetes sem custo adicional, para voos até o dia 6 de fevereiro.

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