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Gasolina fica mais cara, apesar de redução de preço nas refinarias

Petrobras anunciou na última segunda-feira a redução de 3% no valor do diesel e da gasolina em suas refinarias 

Economia|Do R7

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Preço médio do litro da gasolina é vendido por R$ 4,586
Preço médio do litro da gasolina é vendido por R$ 4,586

Os preços dos combustíveis fecharam a semana em alta nos postos brasileiros, mesmo depois de uma redução de 3% anunciada pela Petrobras para o diesel e a gasolina em suas refinarias, mostraram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta sexta-feira.

O corte de preços da Petrobras, que entrou em vigor na terça-feira, veio após a companhia ter evitado em um primeiro momento repassar a volatilidade dos preços globais do petróleo ao mercado doméstico.


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A estatal não aplicou reajustes de imediato após ataque norte-americano que matou um importante general iraniano no Iraque em 3 de janeiro e gerou tensão geopolítica no mercado de petróleo. As cotações posteriormente devolveram ganhos e recuaram para níveis menores aos registrados antes dos eventos no Oriente Médio.


Nos postos, o litro da gasolina fechou a semana comercializada por, em média, R$ 4,586, com avanço de 0,6% na comparação semanal, após ter ficado estável na semana anterior.

O diesel, combustível mais utilizado no Brasil, registrou avanço semanal de R$ 3,791 por litro, alta de 0,2% frente à semana anterior.


Já o etanol encerrou a semana em média a 3,241 reais por litro, elevação de 1,76% na comparação semanal.

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O presidente Jair Bolsonaro tem demonstrado preocupações com os valores dos combustíveis — nesta semana, ele afirmou que apresentou proposta para alterações no ICMS cobrado sobre esses produtos, com o objetivo de baixar preços.

Bolsonaro disse a jornalistas que a proposta envolveria incidência do ICMS sobre preços nas refinarias, e não no consumo, mas especialistas disseram à Reuters que mudança nesse sentido enfrentaria forte oposição política, por reduzir a arrecadação de Estados, comprometendo principalmente aqueles que não possuem refinarias.

O repasse dos ajustes de preço nas refinarias para o consumidor final nos postos não são imediatos e ainda dependem de diversos fatores, como impostos, margens de distribuição e revenda e mistura de biocombustíveis.

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