Governo diz estar no 'finalmente' para o novo eSocial
Secretário de Produtividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, diz que programa foi simplificado e será lançado em breve
Economia|Do R7

O secretário de Produtividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, disse que o Brasil está na reta final para lançar o novo eSocial, que será simplificado. "Suspendemos toda a expansão prevista para o eSocial e o lançamento do novo programa será muito em breve", afirmou.
Como mostrou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o governo quer lançar o novo programa antes de a medida provisória da liberdade econômica ser convertida em lei, o que acontecerá até setembro.
A promessa foi feita depois de o relator da medida provisória da liberdade econômica, deputado Jerônimo Georgen (PP-RS), cogitar incluir em seu relatório a extinção do programa.
Georgen quer que o governo publique, já até a próxima semana, as diretrizes do novo eSocial para não incluir a previsão da extinção do programa em seu relatório. "Só promessa eu não aceito", afirmou. Segundo ele, o governo não quer acabar com o eSocial, mas corrigi-lo. "Não tenho nenhum problema quanto a isso, mas do jeito que está não quero que fique", afirmou o deputado.
O relatório de Georgen seria lido nesta quarta-feira, mas a reunião foi cancelada e a leitura remarcada para o dia 9, para dar mais tempo para as negociações. Uma versão preliminar do relatório, ainda em discussão, prevê a extinção de sistemas de escrituração digital federais, o que inclui o eSocial.
O texto determina que as obrigações cumpridas a partir desse sistema ficam suspensas até a entrada em vigor de um novo programa.
O eSocial é um novo sistema de registro, elaborado pelo Governo Federal, para facilitar a administração de informações relativas aos trabalhadores. Segundo o governo, o programa vai reduzir custos e tempo da área contábil das empresas na hora de executar 15 obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas.
Todas as informações coletadas pelas empresas vão compor um banco de dados único, administrado pelo Governo Federal, que abrangerá mais de 40 milhões de trabalhadores e contará com a participação de mais de 8 milhões de empresas, além de 80 mil escritórios de contabilidade.















