Grécia promete reformas "a partir da próxima semana" em pedido de resgate
Economia|Do R7
Atenas, 8 jul (EFE).- A Grécia prometeu nesta quarta-feira começar a aplicar reformas "a partir da próxima semana", segundo se desprende da carta de solicitação de resgate enviada ao Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE). Segundo a carta enviada pelo ministro das Finanças grego, Euclides Tsakalotos, o governo apresentará, no mais tardar amanhã, uma ampla lista de reformas para serem implementadas nas áreas de "sustentabilidade fiscal, estabilidade financeira e crescimento econômico de longo prazo". A carta não especifica com detalhes as reformas imediatas que serão propostas, mas deixa claro que afetarão à tributação e à previdência. Além disso, assinala o documento, haverá ações adicionais para "reforçar e modernizar a economia". Na solicitação de assistência ao MEE, o governo invoca os artigos 12, 13 e 16 do tratado. Segundo o artigo 12, o MEE concede créditos a países-membros se com isso se garante a estabilidade financeira em seu conjunto e de seus Estados. De acordo com o artigo 13, a Grécia pede assistência financeira por um período de três anos, e detalha que o crédito será usado para enfrentar as obrigações de dívida e assegurar a estabilidade do sistema financeiro. Já o artigo 16 faz referência aos mecanismos de concessão destes créditos. "A Grécia está comprometida a honrar suas obrigações financeiras com todos seus credores de maneira completa e a tempo", ressalta a carta. Além disso, Tsakalotos diz "confiar" que os Estados-membros levarão em conta a urgência da solicitação do crédito, dada a fragilidade do sistema bancário grego, a delicada situação da liquidez disponível, as obrigações vindouras, o acúmulo de atrasos internos e o desejo de esclarecer as demoras excepcionais ao Fundo Monetário Internacional e ao Banco da Grécia. "Reiteramos o compromisso da Grécia para continuar sendo um Estado-membro da zona do euro e para respeitar as normas e regulações como Estado-membro", conclui a carta, que "substitui" o documento enviado em 30 de junho. EFE ih-gdj/rsd
