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Ibovespa despenca 3,7% e fecha abaixo de 95 mil pontos

Maior queda percentual diária do índice desde maio de 2018 ocorreu devido a um movimento generalizado de realização de lucros

Economia|Do R7

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Volume financeiro do dia somou R$ 17,27 bilhões
Volume financeiro do dia somou R$ 17,27 bilhões

A bolsa paulista fechou com o Ibovespa em queda de quase 4% nesta quarta-feira (6), em meio a movimento generalizado de realização de lucros, que alvejou principalmente ações de bancos, enquanto Vale seguiu pesando em razão dos desdobramentos da tragédia em Minas Gerais, que já deixou 150 mortos.

Índice de referência do mercado acionário, o Ibovespa caiu 3,74%, a 94.635,57 pontos, maior queda percentual diária desde maio de 2018. O volume financeiro somou R$ 17,27 bilhões.


A queda ocorre após o Ibovespa acumular alta de 11,86% no ano até a véspera, tento renovado máximas históricas repetidamente. Na segunda-feira, atingiu novo recorde para fechamento, a 98.588,64 pontos.

Agentes financeiros também encontraram no noticiário sobre a reforma da Previdência argumento para vendas, em meio a especulações de que a tramitação e aprovação do texto demore mais do que se previa.


Na véspera, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a reforma da Previdência do presidente Jair Bolsonaro não pode ir direto ao plenário da Casa mesmo que o governo lance mão de proposta que já tramita no Congresso.

O mercado brasileiro reagiu positivamente na terça-feira ao alinhamento sinalizado por Maia e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, após reunião sobre o tema, mas, nesta sessão, focou no possível atraso do andamento da reforma.


Destaques

BRADESCO PN e ITAÚ UNIBANCO PN desabaram 4,71% e 4,21%, respectivamente, maiores contribuição negativas para o Ibovespa na sessão, após acumularem valorização de 18,3% e 7,13% em 2019 até a véspera. BANCO DO BRASIL sofreu um tombo de 6,09%, após alta de 17,55% no acumulado do ano. SANTANDER BRASIL UNIT fechou em baixa de 4,18%.


VALE recuou 4,88%, fechando na mínima da sessão e próxima do patamar da última segunda-feira, após declarar força maior em uma série de contratos de venda de minério de ferro e de pelotas, na esteira de uma decisão judicial na véspera que determinou a paralisação de barragens em Minas Gerais. A mineradora também divulgou que o governo mineiro cancelou a APO (Autorização Provisória para Operar) da barragem de Laranjeiras, utilizada na operação da mina de Brucutu. Mais cedo, havia anunciado plano de investir cerca de R$ 1,5 bilhão, a partir de 2020, para disposição de rejeitos a seco. Desde o desastre, o papel acumula queda de mais de 24%.

CCR despencou 6,22%, conforme investidores embolsaram lucros após os papéis terem subido 32,05% no ano, apoiados, entre outros fatores, em perspectivas relacionadas à renovação de contratos de rodovias no Estado de São Paulo. ECORODOVIAS caiu 3,64%.

PETROBRAS PN recuou 2,15%, contaminada pelo viés negativo, apesar da melhora dos preços do petróleo. Também no radar esteve reportagem de que um grupo de investidores quer nova arbitragem coletiva contra a empresa, para ressarcimento por perdas com a desvalorização das ações da estatal após a operação Lava Jato. A empresa disse que não foi notificada.

CIELO caiu 7,42%, no terceiro pregão seguido de perdas, após forte valorização em janeiro e conforme permanecem dúvidas sobre os resultados da empresa de meio de pagamentos dado o aumento da competição no setor, apesar de medidas agressivas da companhia para enfrentar rivais.

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