Ibovespa sobe 0,78% e renova a máxima histórica; dólar registra queda e fecha o dia em R$ 4,90
Índice de referência do mercado brasileiro encerra a sessão a 131.218,54 pontos, e supera o recorde anterior, da semana passada
Economia|Do R7

O Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, fechou a segunda-feira (18) em alta de 0,78%, a 131.218,54 pontos, e renovou sua máxima histórica, a caminho de encerrar 2023 com o melhor desempenho anual desde 2019. O dólar à vista, apesar de oscilar na maior parte da sessão, encerrou a segunda cotado a R$ 4,9033 na venda, queda de 0,70%.
O Ibovespa encontrou apoio principalmente nas ações da Petrobras e da Vale, enquanto Casas Bahia puxou as perdas. Na máxima do dia, chegou a 131.447,26 pontos e, na mínima, a 130.198,41 pontos, de acordo com dados preliminares.
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Com o resultado de hoje, o índice superou o recorde anterior de fechamento, registrado na semana passada, de 130.807,49 pontos, na quinta (14).
O volume financeiro somava R$ 19,4 bilhões antes dos ajustes finais. No ano, o Ibovespa acumula valorização em torno de 19,6%.
Fed e oscilação do dólar
O dólar, após oscilar na maior parte do dia, consolidou a queda ante o real no meio da tarde. Pela manhã, a moeda norte-americana à vista chegou à cotação máxima de R$ 4,9525, elevação de 0,30%, às 10h28, em meio a uma visão mais pessimista sobre o momento em que o Fed (Federal Reserve), o banco central dos Estados Unidos, iniciará o processo de cortes de juros naquele país.
Na última sexta-feira (15), o presidente da instituição em Nova York, John Williams, já havia atuado para conter as apostas de que o os cortes começarão já em março, ao afirmar que a instituição não trata do assunto no momento.
Hoje, a presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester, disse, em entrevista ao Financial Times, que os mercados financeiros se adiantaram "um pouco" ao banco central, sobre quando haverá cortes de juros.
Já o presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, afirmou à rede de TV CNBC que o rápido aumento das apostas sobre a redução da taxa de juros em breve está em desacordo com o funcionamento do Fomc (sigla em inglês do Comitê de Mercado Aberto), responsável pela decisão sobre juros.
“A alta do dólar ante o real pela manhã foi um pouco reflexo das indicações de autoridades do Fed de que ainda é cedo para comemorar a queda da inflação e de que o mercado está apostando numa queda de juros mais acentuada do que vai acontecer”, avaliou Fernando Bergallo, diretor da assessoria de câmbio FB Capital.
No meio da tarde, o dólar intensificou as perdas ante o real e chegou a oscilar abaixo dos R$ 4,90. Às 15h35, marcou a mínima de R$ 4,8908, com retração de 0,95%.
Na B3, às 17h36 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,73%, a R$ 4,9030.
Analistas do mercado afirmaram que o aprofundamento da queda do dólar ante o real ocorreu em função da entrada de moeda no país, com parte dos estrangeiros atuando na Bolsa, o que também contribuiu para o Ibovespa chegar a ganhos próximos de 1%.
Além disso, a queda estava em sintonia com o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes no exterior, como o peso mexicano e o peso colombiano.
O dólar index, que compara a divisa dos EUA com outras moedas fortes, também apresentava leves perdas durante a tarde.
Às 17h36 (de Brasília), o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, caía 0,07%, a 102,550.
Nesta semana, investidores seguirão atentos aos desdobramentos da agenda legislativa em Brasília e à bateria de dados econômicos a serem divulgados nos EUA. No Brasil, o foco será a ata do último encontro do Copom (Comitê de Política Monetária) do ano, na terça-feira (19), e o Relatório de Inflação, na quinta (21), ambos do Banco Central.
Na manhã desta segunda-feira, o BC vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de fevereiro.















