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Impressão em 3D pode alterar hábito de compra das pessoas

Para especialista, pessoas podem imprimir objetos para substituir os de casa que quebrarem

Economia|Do R7

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Pessoas ainda precisam se acostumar com a
impressora
Pessoas ainda precisam se acostumar com a impressora

A impressão 3D pode mudar o cotidiano das pessoas conforme se popularizar cada vez mais, afirmam pessoas da área, como os hábitos de compras.

O engenheiro da empresa Las Vegas Full Spectrum Laser, Andrew Boggeri, por exemplo, cita estudo que mostra que os lares dos Estados Unidos poderiam economizar o equivalente a R$ 4,7 mil a cada ano se imprimirem as peças de reposição de 27 tipos de objetos que se quebrarem ao invés de comprar novos, o que tornaria o país "uma estufa para impressão em 3D".


Já para o diretor-geral da Singapur Pirate 3D, Roger Chang, os fabricantes de brinquedos independentes poderiam popularizar as imprenssoras em três dimensões.

— Da mesma forma que o iTunes permitiu aos músicos independentes se expandir, colocando suas músicas online com códigos digitais, os desenvolvedores de brinquedos independentes podem permitir aos seus clientes imprimir os brinquedos sem terem que se preocupar com grandes orçamentos ou acordos de distribuição.


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O analista da consultura de mercado NPD Group, Stephen Baker, entretanto, acredita que a impressão em 3D "dá muito o que falar", mas ainda é necessário que se encontre fórmulas para que as pessoas se acostumem a usá-la em casa:

— A maioria das pessoas não imprime sua própria capa de smartphone ou sua mochila. Hoje em dia, há energia em um setor que era insípido. Mas provavelmente estamos muito longe de transformar o sistema de produção.


Entenda 

A impressão tridimensional existe há mais de 20 anos, mas ganhou popularidade recentemente com a melhora tecnológica e um custo mais acessível para artistas e empreendedores, por exemplo.

As impressoras no mercado doméstico geralmente usam plástico biodegradável feito com milho e aplicado em camadas e moldado em laser com placas quentes.

O diretor-geral da Singapur Pirate 3D, Roger Chang, produz uma impressora para a empresa Buccaneer que é vendida a 497 dólares. Ele explica a tecnogia:

— Pensem nisso como camadas de tijolos microscópicos. Camadas e camadas de tijolos. A certo ponto, se você coloca tijolos suficientes, cria uma construção.

Para a porta-voz da fabricante de impressoras tridimensionais, Brooklyn MakerBot, Jenifer Howard, 2014 é o "ano da impressão em 3D":

— Empreendedores sem muito apoio econômico podem criar seus protótipos e inclusive fabricar em pequena escala. Uma vez que se começa a imprimir em 3D, o mundo é visto de outra maneira. Ao invés de pensarmos em ir para a loja, pensamos em fazermos nós mesmos.

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As impressoras podem fazer estatuetas, peças de xadrez, trincos de portas, além de elementos mecânicos, como rolamentos ou peças para criações com partes móveis.

Segundo a Jenifer, as impressoras de sua empresa têm sido usadas, inclusive, pelo grupo aeroespacial americano Lockheed Martin para fabricar uma parte de um telescópio que deve ser lançado dentro de quatro anos, enquanto na África serviram para confeccionar próteses de mão a um décimo do preço do normal.

Os códigos digitais da "mão-robô" foram baixados 55.000 vezes, segundo a MakerBot, que oferece gratuitamente uma ampla base de dados de códigos de impressão em seu site na internet. Suas impressoras de quinta geração são vendidas ao preço que vai $ 1.375 a $ 6.500, o equivalente a cerca de R$ de 3.243 até 15.331.

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