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Índice de cheque sem fundos chega a 2,66% e é maior desde 1991

Foram devolvidos 1,35 milhão de cheques em março. Em São Paulo, o índice ficou em 1,84%

Economia|Do R7

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Índice de cheques sem fundo no Brasil é o maior desde 1991
Índice de cheques sem fundo no Brasil é o maior desde 1991

O percentual de devoluções de cheques pela segunda vez por falta de fundos alcançou a marca histórica de 2,66% em março deste ano, revela o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos.

Segundo a Serasa Experian, é o maior índice registrado desde 1991, quando começou a ser feito o estudo. Foram 1.354.017 devolvidos e 50.932.422 cheques compensados. No mês imediatamente anterior, fevereiro, registrou-se 2,27% de devoluções, com 1.104.817 cheques que voltaram e 48.718.786 compensados.


Um ano antes, em março de 2015, o percentual de devoluções havia sido de 2,32%, com 1.414.160 cheques devolvidos e 60.879.805 compensados.

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O Amapá registrou o maior número de devoluções no acumulado dos primeiros três meses de 2016: cerca de 20% do total de emissões. Já São Paulo foi o estado com o menor índice do país no primeiro trimestre do ano, com 1,84% de cheques devolvidos. No Rio de Janeiro, foram devolvidos 2,16% dos cheques emitidos.

De acordo com a Serasa Experian, a inflação ainda elevada, pressionada pelos alimentos, e o aprofundamento da recessão econômica impulsionando o desemprego no país para o patamar acima de 10% da população economicamente ativa, colocam dificuldades para o consumidor honrar seus pagamentos. Neste contexto, a inadimplência com cheques atinge níveis recordes. No Maranhão, o índice de cheques sem fundo ficou em 9,51% do total compensado. Em Roraima, foi de 10,23%.


Fora de uso

O volume de cheques compensados no Brasil está diminuindo. No primeiro trimestre de 2015, foram compensados 169,3 milhões de cheques. No mesmo período deste ano, foram 146,4 milhões. Uma queda de 13,5%. Já o número de cheques sem fundos passou de 3,71 milhões para 3,58 milhões, ou seja, 3,5% a menos.

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