Inflação das famílias mais pobres acelera alta em maio, afirma FGV
Cebola, tomate e jogos de loteria foram os itens que mais pesaram para esses consumidores
Economia|Do R7

A inflação para as famílias mais pobres, medida pelo IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1) de maio apresentou variação de 0,95%, taxa 0,21 ponto percentual (p.p.) acima da apurada em abril, quando o índice registrou variação de 0,74%.
Com este resultado, o indicador acumula alta de 6,31%, no ano e, 8,97%, nos últimos 12 meses. Nesta última comparação, o índice ficou acima da taxa nacional (IPC-BR), que ficou em 8,63% nos últimos 12 meses.
Quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação:
— Habitação (0,64% para 1,16%),
— Alimentação (0,82% para 1,16%),
— Despesas Diversas (0,36% para 1,53%) e
— Educação, Leitura e Recreação (0,22% para 0,36%).
Nestes grupos, os destaques partiram dos itens: tarifa de eletricidade residencial (1,26% para 2,81%), hortaliças e legumes (1,39% para 11,28%) — em especial a cebola e o tomate —, jogo lotérico (0,00% para 20,62%) e salas de espetáculo (-0,25% para 1,63%), respectivamente.
Em contrapartida, os seguintes grupos apresentaram decréscimo em suas taxas de variação:
— Transportes (0,18% para -0,19%),
— Saúde e Cuidados Pessoais (1,80% para 1,54%),
— Vestuário (0,99% para 0,81%) e
— Comunicação (-0,24% para -0,30%).
Nestas classes de despesa, destacam-se os itens: tarifa de ônibus urbano (0,35% para -0,34%), medicamentos em geral (3,59% para 2,03%), roupas femininas (1,55% para 0,79%) e tarifa de telefone residencial (-0,64% para -0,76%), respectivamente.












